Estilo de Viver

Humberto Martins

por Redação | 23/06/2009

Um papo sobre seu personagem na novela, sua boa forma e a mulher ideal


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Humberto Martins

Humberto Martins diz que seu personagem em "Caminho das Índias", o empresário Ramiro, mudou a sua maneira de ver o mundo. Na novela, ele é pai de Tarso, personagem esquizofrênico de Bruno Gagliasso, que adoece por sofrer com o descaso dos pais. Toda este drama da ficção fez com que o ator passasse a observar, com mais profundidade ainda, cada detalhe da vida dos filhos Tamires, de 20 anos, Humbertinho, de 12, e da caçula, Nicolle, de 2: "É preciso ter muito carinho, compreensão e atitudes coerentes".

Aos 48 anos, Humberto credita à maturidade as mudanças comportamentais que o tornaram, segundo ele, menos "explosivo" e "arrogante". Na companhia do filho, que tem seu nome, cultiva sua onda preferida: o surfe. Este esporte o ajuda a manter a forma, embora, atualmente, também esteja empenhado no treino da esgrima para, em 2010, subir aos palcos como o justiceiro mascarado Zorro.

“É preciso ter muito carinho e compreensão, ter atitudes bem coerentes, observar cada detalhe da vida de seu filho com interesse, mas sem deixar de dar liberdade, claro. O Ramiro não fez nada disso, ele estava mais preocupado com coisas materiais”

A seguir, o ariano, que se declara determinado e perseverante como os nativos de seu signo, revela também que uma mulher, para estar ao seu lado, precisa ser companheira e amiga, e que faz um churrasco como ninguém.

Bolsa de Mulher: Em "Caminho das Índias", Ramiro tem um filho com esquizofrenia. O que você faria diferente de Ramiro se isso acontecesse com você na vida real?

HUMBERTO MARTINS: Dou graças a Deus que isso nunca aconteceu comigo e nem com a minha família. É preciso ter muito carinho e compreensão, ter atitudes bem coerentes, observar cada detalhe da vida de seu filho com interesse, mas sem deixar de dar liberdade, claro. O Ramiro não fez nada disso, ele estava mais preocupado com coisas materiais. A atitude dos pais colaborou para a doença de Tarso (Bruno Gagliasso), eles foram egoístas. Já aos meus filhos estou sempre atento, e esta atitude minha os faz grandiosos, lhes dá alegria de vida. Dada a maneira com que trato minha família, extremamente saudável, uma tragédia como essa não tem jeito de acontecer. Expressamos muito carinho uns pelos outros. Agora, uma família que apaga o filho, que não conversa com maturidade, em que não há uma integração humana e, sim, superficial, está propensa a passar por isso.


BM: Você é surfista. O Humbertinho dá sinais de que deve seguir as remadas do pai?


HM: Comecei a surfar há cinco anos. Entrei nesse esporte porque me abre um leque muito grande de processos físicos que não costumava ter na academia. O Humbertinho sempre segue os meus passos. Ele tem até uma prancha, mas não é surfista assíduo. Gosta de praticar outros esportes, como vôlei, futebol, frescobol e também joga golfe como eu. Eu deixo que siga o caminho dele, à vontade, não imponho nada.

BM: Quais os benefícios que o surfe traz para o seu corpo?


HM: O surfe treina força, equilíbrio, respiração, além de estar sempre em contato com a natureza, o que me faz muito bem. É preciso ter saúde e controle psicológico para estar no mar. Eu fazia windsurfe e velejava, esportes que exigem equipamento e outros fatores que complicam a prática. Também estava estressado com a academia. Então, resolvi ir pelo caminho mais fácil. Quando comecei a surfar, tive um entendimento diferente do trabalho físico.


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