Para quem começou fazendo acessórios de cavalos, como arreios e selas, em 1837, a tradicional Maison francesa Hermès não está nada mal: comercializa acessórios de luxo fashion - hoje objetos de desejo no mundo inteiro. Um exemplo marcante são suas bolsas modelo Kelly, desde 1927, e Birkin, respectivamente homenagens à Grace Kelly e à Jane Birkin - mulher de Gainsbourg e mãe de Charlotte, ídolos franceses. Para adquirir os mimos é preciso entrar em uma fila e a espera pode chegar a três anos. Patrick Thomas, CEO da empresa, afirma que não está sentindo a crise financeira e que a sua marca Caleche apresentou um crescimento de 7,6% no primeiro semestre deste ano.
Hermès, mesmo contra a corrente, ainda é uma das poucas empresas familiares no segmento do luxo. Sua linha de prêt-à-porter faz enorme sucesso, com peças clássicas de twist atrevido, criadas pelo mestre Jean Paul Gaultier, que assina a direção artística da marca há seis anos. O sucesso é repetido por outros itens de luxo, companheiros da jet-set internacional, propostos pela Maison. São bolsas e bagagens, selaria, cintos, luvas, calçados, joalheria, relógios, chapéus, esmalte, arte de vida, utensílios para a mesa e perfumes, sem esquecer o famoso carré Hermès: lenços de seda que encantam desde 1937. A tradição da Maison está fundamentada na certeza de qualidade e no reconhecimento mantidos ao longo do tempo.
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São precisamente 294 lojas estrategicamente espalhadas pelo mundo e, no dia 13 de setembro deste ano, a Hermès inaugurou mais uma filial, desta vez em São Paulo, no novíssimo Shopping Cidade Jardim. A loja tem uma área de 169 m², com decoração e arquitetura assinadas pela agência parisiense RDAI, escolhida para planejar as lojas em todo mundo. Sóbrio e elegante, o projeto investe no jogo de luz e nos reflexos do interior com o exterior. A Maison sabe, como poucas, que comprar luxo não é só um ato, mas uma experiência.
O Brasil teve o privilégio de ser homenageado, neste ano de lançamento, em dois produtos: a bolsinha do cinto masculino denominada São Paulo, e o carré Brazil, com motivos indígenas, que, aliás, já está esgotado na loja. Além disso, é o país fornecedor da seda, matéria prima na confecção dos lenços.
No quesito "diversidade de produtos" também não ficamos atrás. Na filial brasileira podem ser encontradas as 17 diferentes linhas de produtos, sabendo que "as coleções de verão e inverno vêm para o Brasil simultaneamente com o resto do mundo", segundo Stephania Eglia, assessora da marca. Até agora, qual foi o produto mais vendido? Os clássicos bolsas e lenços.
Sempre fiel às tradições, associada à qualidade impecável, Hermès é, indiscutivelmente, sinônimo de luxo atemporal. Assim como seus produtos, com fama de serem eternos, a marca chegou para ficar.
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