A História de Renée de Vielmond > A História de Renée de Vielmond

A atriz Renée de Vielmond está passeando por outras praias. Aluna dedicadíssima do curso de História na PUC do Rio de Janeiro, ela considera essa mudança de percurso uma verdadeira façanha.

por Redação

Por onde anda Renée de Vielmond? Sem participar de novela há algum tempo, a atriz vem se dedicando com unhas e dentes à faculdade de História na PUC do Rio de Janeiro. O entusiasmo com a nova empreitada é tanto que a atriz só pôde dar entrevista ao Bolsa de Mulher no período de férias. “Com toda a vida movimentada que tive, esta é a primeira experiência que considero uma aventura. O que me interessa neste curso é o processo, o caminhar e não o bacharelado”, confessa a futura historiadora.

A veia artística da atriz despontou bem cedo. Mais precisamente aos cinco meses quando representou o menino Jesus na manjedoura num auto de Natal em pleno picadeiro do Grande Circo Nerino, fundado por seus antepassados. Anos depois, com apenas 17 anos, a artista teve sua estréia profissional como protagonista do filme “Em compasso de espera”, do célebre Antunes Filho. Das telas e palcos para TV foi um pulo. Renée atuou em “Meu pedacinho de chão” , de Benedito Rui Barbosa, assinou contrato com a TV Globo e mudou-se para o Rio. O país passou, então, a conhecer seu carisma e a artista experimentou as vantagens e desvantagens que a fama traz. “Somos excessivamente vigiados e controlados. A única lição que retirei desta experiência foi a de que não podemos abrir mão de exercer nossa cidadania, custe o que custar. O artista, antes de ser artista, é um cidadão”, desabafa.

Em 1986, já como atriz de prestígio, recebeu um convite irrecusável para posar para a Playboy: “O trabalho foi elaborado com direção de arte de Marisa Alvarez Lima e sem qualquer interferência da Editora Abril no trabalho final”, relembra. A atriz revela que faria outro ensaio fotográfico nu se fosse em preto e branco, levasse de novo a assinatura da Marisa Alvarez Lima e não fosse publicado em revistas. Ttímida, Renée não gostaria de expor sua intimidade de novo.

Vivendo num aconchegante apartamento no Leblon, em companhia da filha Mariana, 22 anos, Renée diz lucrar com sua solteirice. “Num ponto da minha vida, desenvolvi um terror fóbico à paixão, à relação primitiva, simbiótica, idealizada, surda e cega” e gasta sua afetividade com a família, os amigos , o trabalho e o estudo. Para quem tem saudades de seu sorriso meigo, a promessa é de voltar para a telinha assim que puder. Seja como atriz, apresentadora de programas educativos ou fazendo locução.

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