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Será que dá para conciliar a corrida com uma vida social normal e sem descuidar da beleza por um só minuto? Claro que sim. A publicitária Denise Steagall é o maior exemplo disso. Ela corre de cinco a seis vezes por semana e fica cada dia mais bonita. Apesar dos treinos, não deixa a vida social de lado, nem dispensa um vinho em boa companhia. Tudo é equilíbrio.
Nestes 15 anos de corrida, ela já perdeu o número de quantas provas já participou. Mas, seja no Rio, em São Paulo, Nova York ou Beirute, ela sempre fez questão de estar com a beleza em dia - repare nas unhas feitíssimas da foto e o figurino impecável!
"Quando eu comecei a correr, tinha um certo preconceito com mulheres corredoras. Era com se a corrida fosse uma atividade para gente que não se cuidava. Eu nunca fui assim. Sou muito vaidosa, faço tratamento para os cabelos, tomo um monte de vitaminas…
Corro de cinco a seis vezes por semana, sendo que um dos dias eu faço um treino de 1h30m, 2h. Três vezes por semana faço musculação para ter estrutura e yoga para alongar. Quem começa a correr pela moda, vai parar daqui a pouco. O corpo não tem estrutura, o músculo não agüenta.
Correr para mim não é modismo. A corrida está tão impregnada em mim que quando se referem a Denise, logo vem a pergunta: "Denise, a que corre?". Chegava a ficar aborrecida pois qualquer pessoa que viesse puxar conversa sempre começava me perguntando sobre corrida…
Realmente, não saberia contar quantas provas já fiz. Mas, já subiu ao pódio em muitas corridas. Minha primeira maratona internacional foi a de Nova York, em 1999, três anos depois que comecei a correr. Uma das mais bonitas, sem dúvida alguma, é a meia maratona do Rio. O visual do Aterro do Flamengo é lindo! Mas já fiz quatro provas de revezamento em Florianópolis, participei da Hood to Coast, uma prova da Nike em Portland, nos Estados Unidos.
"Uma das mais interessantes foi a maratona de Beirute. Fui parar lá por acaso. Uns amigos comentaram que fariam uma maratona em Beirute, achei a ideia divertida e, como o meu ex-marido era filho de libanês, fiquei curiosa. No dia seguinte, por coincidência, me ligaram do Consulado me convidando para fazer a prova. Liguei para uma amiga libanesa perguntando se ela queria ir comigo e fechamos a viagem na hora. Em Beirute, fui a quinta mulher a chegar na maratona. Foi a primeira vez que recebi um prêmio em dinheiro. Quando o dinheiro chegou na minha conta, quis deixar como recordação e demorei para fazer a nacionalização.
"Como hoje em dia já não faço mais provas, nem maratonas, nem conto mais os quilômetros, ficou mais leve. A corrida é a minha terapia diária. Para mim, correr não são os fins, são os meios. Com a corrida você se relaciona com pessoas diferentes classes sociais e acaba aprendendo muito. Para correr você precisa de um par de tênis e shorts e camiseta. Então, eu corro com o office boy e com o presidente da empresa.
"Sempre falo que para correr é preciso disciplina! Se pensar bem e depender de situações climáticas, você nunca corre. Sempre vai ter uma desculpa: ou está seco, ou está chovendo, ou está calor, ou está frio… Se depender do seu estado físico e psicológico, emocional, você também não corre: um dia você foi dormir tarde, no outro não dormiu bem, teve TPM… Por isso eu falo em disciplina. O maior obstáculo é você mesma."
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