Dia das Mães

Filhos, manual da proprietária

por Redação | 01/05/2011

Manha, choro, birra: saiba o que fazer quando o seu filho age assim


anterior 1 2 próxima


Bastou preparar a mochila, o lanche e o uniforme para o seu filho começar a abrir o berreiro. O caminho de casa para a escola fica parecendo uma peregrinação e um teste de paciência (que, normalmente, você acaba perdendo). Neste caso, é preciso atenção redobrada e um trabalho em parceria com a escola.

No período de adaptação escolar, esse tipo de comportamento é compreensível, principalmente com os mais pequenos. Geralmente, essa atitude é agravada por uma insegurança dos pais, que já não terão controle absoluto dos filhos. "A criança é muito esperta. Ela sente que a família está insegura e acha que está desprotegida. Se os pais se mostrarem maduros e compreenderem que isso faz parte do desenvolvimento dos filhos, esse processo se dará de forma mais natural", explica Andréa.

“Em tempo de famílias mononucleares, aprender a se sociabilizar é das tarefas mais complicadas”

Porém, se o seu rebento não se encaixa neste quadro, mas cria confusões constantes na hora de ir para a escola, é preciso ir mais a fundo na questão e verificar se ele está com algum problema nas aulas ou com os coleguinhas. Se necessário, procure a orientação pedagógica do colégio e peça para que a professora observe se há alguma dificuldade de relacionamento. Depois de identificado o problema, é preciso recuperar a confiança do seu filho na escola. É um exercício de paciência e requer muita conversa para que ele perceba que tem que aprender a resolver os conflitos e não fugir deles.

Drama 4: é egoísta.

Não é privilégio deles, mas é mais comumente encontrado nos filhos únicos. Também, pudera, todas as atenções, brinquedos, presentes são para eles. Como lidar com tanta vaidade? Soma-se a isso uma certa culpa dos pais por não darem um irmãozinho ou não terem tempo para ficar com os filhos.

Em tempo de famílias mononucleares, aprender a se sociabilizar é das tarefas mais complicadas. Marlúcia Pessoa sugere que os pais matriculem seus filhos em atividades que exijam contato com outras pessoas. Pode ser um esporte coletivo, aula de teatro ou até grupos de escoteiros mirins. "Dessa forma a criança vai perceber que ela precisa do outro para continuar a atividade. Pode ser até algum tipo de voluntariado, porque, além das atividades, a criança vai dividir os sentimentos", diz a psicopedagoga.

Drama 5: tem atitudes agressivas.

Neste caso, a questão deve ser muito bem avaliada, pois essa agressividade pode ter causas mais complexas. Primeiramente, observe se essas atitudes são pontuais e se vêm acontecendo há bastante tempo. Elas podem ser um reflexo do comportamento familiar, mas podem ter origens neurológicas também. Se este for o caso, é preciso ajuda médica. "É muito importante avaliar se a criança é ou se ela está agressiva. Caso ela seja agressiva, é melhor aprender a lidar com este tipo de personalidade para tentar mudar o comportamento", ensina Marlúcia.

Se, ao contrário, a criança estiver passando por um momento em que ela esteja exteriorizando as emoções desta forma, procure agir na causa do problema. E, se possível, faça atividades e brincadeiras que permitam o relaxamento dessas crianças, como uma música calma ou até mesmo uma massagem. "O toque dos pais é muito reconfortante e essencial para as crianças", diz a pedagoga Andréa Romão.

Marlúcia Pessoa faz um alerta aos pais e responsáveis: nada de ficar fazendo comparações com o comportamento de outras crianças. "As crianças são muito cobradas atualmente e isso altera o comportamento delas. Ficar julgando e comparando vai fazer com que elas se sintam frustradas e reajam de uma forma negativa", sinaliza.

Drama 6: é malcriado e indisciplinado.

Cena clássica: a criança fica aos berros na rua, deixando os pais numa situação constrangedora, ou por não conseguir controlá-la, ou por perderem a cabeça e baterem no filho. Solução: muita conversa. Sim, acredite! É o momento de aprender a negociar. É importante sair da zona de conflito para que seu filho não controle o jogo, lembra-se? Para isso, vale tudo: conte uma história, tire a atenção dele do problema. E o mais importante: não se desestabilize, mas mostre a sua autoridade. Quando ele vir que você não vai admitir comportamentos assim, cenas desse tipo ficarão mais raras. Para isso, paciência, muita paciência.

O castigo é válido quando ele é coerente com o problema. Quebrou? Vai arrumar! Se não souber o que fazer na hora, diga que pensou em duas possibilidades e vai decidir depois. "Muitas vezes a criança se comporta desta forma para sentir a segurança do adulto, para que ele a guie. Ela tenta vencer o adulto pelo cansaço, por isso é preciso firmeza", afirma Marlúcia.

Drama 7: é muito tímido.

Bem, timidez não é considerada necessariamente um problema, a não ser que essa característica afete as relações sociais de seus filhos, isto é, que ele comece a evitar o contato com os amiguinhos. Muitas vezes, a criança é apenas introspectiva e não há nenhum mal nisso. "É preciso respeitar os tímidos e ensinar que as pessoas podem ser diferentes no pensar e no agir. Nem toda criança precisa ficar dando pulos de alegria o tempo todo", diz Marlúcia.

Segundo a psicopedagoga, os pais precisam descobrir se os seus filhos são realmente tímidos ou se têm medo de errar, comportamento típico da sociedade competitiva em que vivemos. De acordo com ela, geralmente a criança tímida não se expõe de imediato mas, depois que está ambientada ao local, se comporta normalmente. "É como acontece conosco. Às vezes, tem um local em que você se sente mais confortável, mas existem outros em que você não fica com um comportamento natural".


Caso a timidez de seu filho seja mais complexa, uma aula de teatro é uma boa alternativa. Mas, atenção: não o obrigue a freqüentar. Ele precisa querer fazer essas aulas. Respeite-o, seu filho não é seu adversário. Nesse jogo, o ponto deve ir para você e para ele! Afinal, a vitória tem que ser da família!

Leia também:

- Distúrbios de aprendizagem - Conheça sintomas e tratamentos para dislexia, autismo, TDAH entre outros.

- Os limites de cada idade - Os pais devem impor regras de acordo com a idade da criança

- Agressividade infantil - Seu filho perdeu a calma? Para combater o problema, dê o exemplo.

Convite: Confira a Cartilha da Mãe Rosa e participe!


anterior 1 2 próxima


Mais matérias sobre

compartilhe esta matéria!

Siga o Bolsa de Mulher no twitter



últimos comentários (4)

ver mais
  • Morena_sampa
    Morena_sampa comentou:
    04/05/2011 | 13:45

    Adorei a matéria! Pedagoga Andréa Romào.... mas eu preciso de um email pra contato tenho uma adolecente e ela nao quer ir mais pra escola, esse ano ela ja esta na terceira escola, não sei mais o que fazer, ja conversei.... mas nada de melhoras, preciso levar ela em um psicologo pra ajudar ela! meu email é esse mizaellemiza@hotmail.com me ajuda obrigado!!!! Mizaelle Almeida


  • kleyacarvalho
    kleyacarvalho comentou:
    04/05/2011 | 09:47

    Nossa que materia boa, tenho gemeas de 2 aninhos e como essa materia mim ajudou, principalmente na hora de dormir, uma dorme e outra fica super eletrica, que cantar, dançar e principalmente acordar a maninha...


  • geanetorres79
    geanetorres79 comentou:
    03/05/2011 | 21:39

    Tb gostei muito, tenho uma picurrucha bem agitada aqui em casa, que só Jesus!


  • novo comentário

    Você
    :D


    Avise-me quando houver novos comentários nessa matéria




Bolsa Mobile

Receba as notícias e atualizações na rede do Bolsa no seu celular.
Saiba como.