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comentários (0)"Quanto riso, quanta alegria. Mais de mil palhaços no salão. Arlequim está chorando pelo amor da Colombina, no meio da multidão"*. Carnaval chegando e a criançada anda em polvorosa para sair às ruas atrás dos blocos. A expectativa dos pequenos fica por conta das fantasias que, antes da mesmo da folia começar, aparecem nas festinhas da escola e do bairro. São muitas opções: das tradicionais bruxinhas e piratas às ousadas vestimentas de mendigo e cotonete. Cotonete? Isso mesmo. Dê asas à imaginação e crie looks originais e divertidos para o seu filhote cair na folia.
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Os benefícios de customizar uma fantasia são muitos. "É possível transformar peças básicas em visuais modernos e despojados que tragam a satisfação de estar diferente sem ter comprado uma única peça", afirma o estilista Fredson Prada. Em tempos de crise, essas improvisações são uma ótima maneira de economizar. E as crianças agradecem. "Carnaval é folia, a criança se suja e pode estragar a roupa. Criando a própria fantasia você não corre o risco de acabar com uma peça cara dentro do lixo e deixa o pequeno brinca à vontade", acrescenta a estilista Gabriela Bosan. Chame o pequeno para ajudar e mãos à obra. Você preserva o planeta e, de quebra, se diverte.
Dando asas à criatividade
Se você está com receio do resultado final da sua fantasia, não tenha medo de ousar. Segundo os especialistas, você não corre nenhum risco de cair no "brega". "Carnaval é over por natureza. Tudo faz parte da diversão e da brincadeira. Imaginação nunca é demais. Não tenha preconceitos, pois as melhores fantasias aparecem das idéias mais malucas", afirma Gabriela. Não se esqueça dos paetês. "Muito brilho e alegria são fundamentais", lembra Fredson. Ele recomenda que antes da escolha ou confecção da fantasia, o adulto tenha em mente exatamente o que a criança deseja. "É fundamental que ela esteja à vontade para poder brincar. Por isso nada de tecidos pesados e acessórios que possam machucá-la. Tule e algodão são as melhores opções. Leves e frescos", aconselha o estilista.
Por falar em tecidos, Maria Amélia Lima Borrelli, pediatra do Ambulatório de Pediatria Social do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, adverte: "Muita atenção com os materiais sintéticos com nylon, plástico e tingimentos. Eles impedem a evaporação do suor, esquentam e irritam a pele. Se os pais perceberam que a criança está incomodada com calor, coceira ou se a roupa ou acessório soltarem tinta, devem retirar a fantasia imediatamente". Os sapatos devem ser sem saltos e flexíveis e a maquiagem precisa de atenção especial. "Maquiagem, esmalte, spray colorido para cabelos e espumas em spray têm alto poder alérgico, é melhor evitá-los", alerta a pediatra. As máscaras estão liberadas, mas lembre-se de verificar se há espaço suficiente para o nariz e se a criança respira bem. Segundo Maria Amélia, as máscaras de papel são mais indicadas que as de plástico ou borracha.

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