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O grande dia está chegando! No próximo domingo, 30, acontece em São Paulo a segunda edição do Circuito Vênus, uma das corridas mais importantes do calendário anual de atletismo exclusivamente feita para as mulheres.
Nesta sexta-feira, 28, prosseguimos a nossa série de depoimentos de mulheres corredoras com a história da empresária Simone Madrid, 49 anos, que começou dentro de uma academia e passou rapidinho para os circuitos de rua. Confira!
"Comecei praticando running na esteira da academia com o objetivo de emagrecer e, de vez em quando, participava de provas de rua de cinco quilômetros. Eram aulas divertidas mas, no meu caso, não consegui evoluir muito nem no peso, nem em performance. Até que motivada por amigas da academia fui conhecer uma assessoria esportiva de corrida de rua. Isso fez toda a diferença. No início, tentei aliar o que já fazia com o lado social de ter amigos e eventos de corrida, mas não tinha muita expectativa de evolução de performance, principalmente pela minha idade que já se aproxima dos 50.
"Em menos de dois anos consegui evoluir muito em saúde, diminuição de peso e performance. Fiquei muito ansiosa na minha primeira prova e, quando passei da linha de chegada, o choro foi inevitável. A partir daí, as provas de 5 quilômetros passaram a ser de 10 quilômetros.
"A corrida, atualmente, além de ser a minha atividade física escolhida para saúde e bem estar, é lazer. Aprendi com a corrida de rua a ter muita determinação, concentração e muito mais resistência a frustração. Aprendi que com os profissionais certos te orientando os objetivos sempre são totalmente possíveis. A minha energia para o trabalho melhorou muito e a qualidade do sono também.
"Mesmo sendo um esporte individual, o que mais me encanta na corrida é o ambiente de solidariedade e equipe que a corrida proporciona. Além do lado social de conhecer pessoas de todos os tipos e idades, é um tratamento contínuo da saúde física e mental.
"Eu consegui me preparar para um revezamento em Florianópolis na edição 2011 da prova “A volta a ilha 2011" em seis meses, graças a dedicação e motivação de toda a equipe. Com eles, participei correndo dois outros trechos de asfalto e areia que totalizaram 11 quilômetros e quando cheguei do segundo todos da equipe vieram me receber e chorei como criança de tanta emoção.
"No meu primeiro quilômetro não acreditava. Correr o primeiro quilômetro é o início de muita determinação pois você não imagina que consiga a evolução de quilometragem, pois foi feito com muito sacrifício. Hoje, tenho o incentivo do meu filho que foi atleta federado de basquete e sempre que pode vai me apoiar nas provas – aproximadamente umas 50 - e tenho certeza que ele tem muito orgulho".
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