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Chá já não é mais coisa da vovó. As mulheres modernas estão antenadíssimas nos benefícios da bebida para a saúde e boa forma. Um bom exemplo é a febre do chá verde que invadiu o mercado brasileiro. Agora, porém, ele não está mais sozinho. A chegada do chá branco e, mais recentemente, do vermelho, abriram o leque de opções para quem quer emagrecer e ter uma uma vida mais saudável. Para se ter uma idéia, pesquisas feitas pelo Instituto Linus Pauling de Ciências e Medicina, da Califórnia, nos Estados Unidos, comprovaram a existência de bioflavonóides e catequinas no chá branco que, em conjunto com a cafeína, inibem mutações genéticas que podem originar o câncer.
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As diferenças entre eles: o verde, o branco, o vermelho e o preto
Os chás vermelho, branco, verde e preto são provenientes da mesma planta, a Camellia sinensis, originária do sudeste asiático, e passam por formas diferentes de colheita e fermentação. Por isso a potência das propriedades é diferente de um tipo para o outro. Aí é que está o segredo de cada um. Enquanto o chá verde tem as folhas aquecidas e secas, resultando na oxidação dos seus componentes, o chá branco é coletado antes de suas flores se abrirem, quando há brotos cobertos por fina penugem esbranquiçada. Então, os brotos e as folhas da planta são cozidos ao vapor e submetidos à secagem. Este preparo assegura uma concentração maior dos princípios ativos.
Outro fator que os diferencia é o grau de fermentação. "No caso do chá vermelho, a fermentação ocorre no final do processo de preparo. A primeira etapa de preparação do vermelho é a eliminação das enzimas. Em seguida, as folhas são misturadas (o que aumentará o aroma), e, depois disso, a mistura permanece um período secando - são 60 anos de maturação. As folhas são comprimidas e armazenadas em barris, em condições muito especiais, cujo segredo continua bem guardado. Para finalizar, ocorre a fermentação. Somente após todas as etapas as folhas são selecionadas", explica Wilson Rondó Jr., especialista em medicina preventiva molecular. Tanta demora na maturação e a grande procura deu origem a um processo mais rápido, que acelera o envelhecimento do chá vermelho. Mas o resultado está longe de ser o mesmo, pois o chá produzido é de qualidade inferior e, segundo Rondó, não apresenta os mesmos efeitos.
O que eles têm de bom?
Como são provenientes da mesma planta, os chás verde, branco e vermelho possuem propriedades bastante parecidas. "Todos têm propriedades antioxidantes, diuréticas, anti-câncer (inibem o crescimento de tumor, segundo alguns estudos), emagrecedoras, purificadoras e adelgaçantes", diz Rondó. A médica ortomolecular Sylvana Braga completa: "Também são antigripais, antibacterianos e anticoagulantes". Gláucia Padovan, nutricionista da rede Mundo Verde, aponta os mais eficientes: "Teoricamente, o menos fermentado seria o mais benéfico à saúde, pela conservação dos antioxidantes. Isso daria aos chás verde e branco maiores poderes. Porém, como não existe muita informação científica sobre o chá vermelho, não sei dizer se ele teria mais efeito no emagrecimento, como prometido pelos fabricantes", observa.
Mas há quem simpatize mais com o chá vermelho pela fama que ganhou: ele é conhecido como o devorador de gorduras. "O chá vermelho acelera o metabolismo do fígado, favorece a redução do colesterol depurativo, é desintoxicante, usado em tratamentos adelgaçantes e de beleza, anti-depressivo e facilita a digestão, além de inibir o apetite", conta o Dr. Rondó. No entanto, as propriedades do chá vermelho já dão conta de que ele, assim como os outros tipos de chás, é apenas coadjuvante na perda do peso, não sendo nenhuma mistura milagrosa. Qualquer chá só terá sucesso se aliado a uma mudança de hábitos alimentares, tendo uma alimentação rica em frutas variadas, verduras, legumes e fibras em geral e a prática regular de exercícios. "Para emagrecimento, deve-se tomar uma xícara de chá branco três vezes por dia. Para rejuvenescimento, pode-se tomar duas xícaras de chá vermelho por dia. O efeito antioxidante do chá verde pode ser alcançado com uma xícara ao dia e, para prevenir o câncer, até quatro vezes ao dia", esclarece Sylvana Braga.
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