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comentários (0)A data mais aguardada do ano pela criançada está chegando. E, com as casas, escolas e shoppings decorados, já é possível ver o brilho no olhar e a alegria dos pequenos, seja ao tirar fotos com Papai Noel, ou ao escrever cartinhas com pedidos de presentes, admirar as árvores coloridas etc. Não dá para negar que a magia de Natal contagia todos - principalmente os menores. "Toda criança necessita da magia dos contos para que possam acreditar em algo belo e sereno", acredita a turismóloga Marisa Helena Bijotti. E Marisa sabe muito bem o que agrada seus pimpolhos nesta época do ano...
No lar da família Bijotti, a diversão já começa na decoração da casa. "Eles ficam aguardando o momento de montar a árvore, colocar as bolinhas e as luzinhas. E toda noite temos que acender a árvore para eles", conta ela, referindo-se aos filhos Thiago, de três anos, e Gustavo, de nove meses. Mas Marisa acredita que, enquanto os filhos ainda são pequenos, a simbologia do Natal fica mesmo por conta dos presentes. "Dá gosto ver a carinha deles quando vêem a árvore cheia de presentes e querem abrir todos ao mesmo tempo. Eles ainda acham que o Natal é época de ganhar a gratificação pelo bom comportamento", revela Marisa.
Conforme os filhos vão crescendo, Marisa, como tantas outras mães, tenta modificar a percepção deles acerca da data. "Ainda que a associação com os presentes seja forte, tentamos mostrar que foi no Natal que Jesus nasceu e que, portanto, esta é uma data especial e não apenas um momento para ganhar presentes", afirma Marisa, que sempre celebra o Natal em família, na casa da bisavó dos meninos, com o devido espaço para uma oração antes da ceia. Se depender dela, a fantasia de Natal será perpetuada até os seis anos dos pequenos: "Quando eles começarem a entender melhor as coisas, pretendo revelar a verdade sobre o Papai Noel. Mas não direi que ele não existe, mostrarei que, na verdade, são o papai e a mamãe que assumem a figura do Papai Noel para a realização de alguns desejos e sonhos dos filhos", diz.
Esse mesmo espírito de Natal é o que leva a pedagoga Lilian Fugikava, mãe de Gabriel, de 10 meses, a comemorar a data mesmo morando no Japão, país onde a festa não é celebrada. "Embora esteja em um país onde a religião predominante é a budista, quero que meu filho saiba da importância do Natal, não somente associando-o a presentes, luzes e enfeites, mas como uma celebração pelo nascimento do menino Jesus", comenta. E é a sua experiência na infância que a motiva para comemorar a data com o filho agora: "Natal transmite renascimento, renovação, sabedoria, alegria e induz a reflexão. É um momento mágico, de sonho. Por anos, eu acreditei, sonhei, fantasiei, e me sentia muito feliz pensando no que traria o Papai Noel", confessa ela, que já planeja como vai ser o primeiro Natal do pequeno Gabriel. "A casa está toda enfeitada. No dia 25, reunirei a família e faremos a troca de presentes", adianta Lilian.

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