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O mercado editorial cresce a olhos vistos. Todos os anos, mais de dez mil novos títulos chegam às prateleiras de todo o país. São os mais diversos temas, abordados pelas mais diferentes linhas de pensamento. E, se você é um dos que deseja engordar a lista de autores, boa sorte. Sem pretensões de se tornar um sucesso de vendas, você pode, ainda, dar um up na sua carreira. Mãos à obra, literalmente.
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Meses de pesquisa, muitas noites sem dormir, inspiração que vem nas horas mais estranhas e o resultado: seu livro, ali, prontinho. Mas, quais são os próximos passos? Em primeiro lugar, registre-o no Escritório de Direitos Autorais da Fundação Biblioteca Nacional. Registro feito, é hora de se esforçar para publicar.
Se escrever um livro já não é uma tarefa das mais fáceis, a publicação é algo que exige maior esforço do autor. Para ter uma obra publicada é necessário, antes de qualquer coisa, fazê-la chegar às mãos de um editor que se interesse por ela e a avalie. A obra pode ser enviada pelos correios ou, ainda, entregue pessoalmente. Há sites, como o Mesa do Editor, que fazem a intermediação entre novos autores e editoras. Segundo Pedro Drummond, coordenador do portal, todos os dias são feitas, em média, 15 aproximações deste tipo e ao longo de um ano de existência o site já intermediou cerca de 150 publicações. "Temos quase sete mil autores e mais de nove mil obras, que são vistas por 1.200 editoras e selos", contabiliza. A demanda é grande e não consegue ser administrada pelas editoras (que todos os dias dispensam obras). Segundo Pedro Drummond, a cada duzentos livros escritos no Brasil só um é publicado.
Existem alguns motivos pré-estabelecidos para que uma editora se interesse por um novo livro. "É preciso que a obra se encaixe no perfil de publicações da editora (gênero literário, tema e estilo) e/ou que possua valor comercial, ou seja, que possua bom potencial de venda", resume o escritor e consultor literário Ricardo Kelmer.
As pequenas editoras se interessam mais em publicar as obras de novos escritores. "Nem sempre é porque elas são mais boazinhas, mas porque é difícil fazer contato direto com as grandes editoras. Elas são mais burocráticas, menos impessoais e sempre estão lotadas de originais para analisar", diz Ricardo.
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