Você está saindo do salão com as unhas impecáveis e escova perfeita quando, de repente, seu carro surta! Superaquece, engasga, fica sem força. Você, rapidamente, corre para a primeira oficina que encontra (aquela com nome de prestígio!) e conhece o Sr. Roberto, especialista em bloco e vibraquim — vulgo "rebimboca da parafuseta". O cidadão faz aquele ar de reprovação, balança a cabeça e profere uma dúzia de palavras incompreensíveis, seguido de um orçamento milionário. Humpf! Você sai se sentindo a maior incompetente do planeta e com as finanças viradas do avesso, além de ainda não ter entendido o que diabos é um "pistão" e uma "biela".
Ser enrolada por um mecânico espertalhão é uma constante no cotidiano feminino. Aproveite nossas dicas de mecânica básica para poupar o seu suado dinheirinho e evitar mais micos na borracharia. E ria da próxima vez que o Sr. Roberto fizer aquela cara de enterro quando abrir o capô do seu carro.
Poucas mulheres no mundo se relacionam bem com motores e válvulas, mas acabam pagando o preço de serem enroladas por um mecânico espertalhão. Às vezes, um pequeno ajuste acaba saindo caro por pura ingenuidade feminina. Simone Rodrigues, promotora de eventos, já perdeu as contas das vezes que foi "ludibriada" em mecânicas e chegou até a armar um escândalo por causa de um pneu.
"Eu estava saindo do trabalho quando percebi que meu pneu estava murcho. Eu imaginei que tinha sido esvaziado na rua, mas quando cheguei na borracharia me disseram que estava furado e que não tinha câmara e blábláblá. Tudo para me empurrar um pneu novo que custava R$ 80,00. Eu vi que era embromação e disse que ia chamar a polícia!". Algo parecido aconteceu com a artista plástica Marta Rondelli. Ela só conseguiu saber a verdade sobre o conserto de seu carro quando avisou que o marido iria lá para acertar o preço. "É horrível não saber nada de mecânica!
Eles [mecânicos] nos tratam como retardadas, mas é só falar em marido ou filho que eles já vão mudando o papo. É impressionante como já nos acostumamos a pedir para um homem levar o carro para arrumar", diz ela, revoltada.
Outras moçoilas, no entanto, cansadas da enganação, optaram por entrar num cursinho rápido de mecânica. Nossa colunista de Gastronomia foi uma delas. Noca Milne-Jones pagou seu mecânico para dar um mês de aula para ela e hoje consegue identificar os problemas e até fazer alguns consertinhos básicos.
Nossa heroína chegou até a salvar seu motor que ia fundir. Ela ouviu o barulho e avisou o mecânico, que duvidou do diagnóstico, mas teve que dar o braço a torcer. Hoje já existem algumas alternativas bem viáveis para as moçoilas que não têm medo de meter a mão na graxa: algumas concessionárias de veículos e lojas automotivas estão oferecendo cursos de mecânica básica e dicas de funcionamento do seu carro (veja os cursos no final desta matéria). Luciana Ferreira, estudante de administração em São Paulo, resolveu entrar num desses cursinhos depois de ter sido muito enrolada por seus mecânicos de "confiança". "Fiz o curso da DPaschoal e aprendi um monte! Já participei até de um concurso de troca de pneu e ganhei", conta ela. "E olha que já economizei muita grana depois que aprendi a lidar com meu carro."
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