Falta de tempo é um sinônimo dos tempos modernos. As 24 horas do dia são sempre insuficientes para as nossas atividades. Trabalho, estudo, filhos, marido, compras, diversão, tratamentos médicos, estéticos, psicológicos... Sem contar o trânsito, que rouba preciosos bons minutos da nossa vida. O resultado dessa locomotiva desenfreada que é o nosso cotidiano? Estresse. Hummm... Então, que tal começar a pensar um pouquinho mais em qualidade de vida? Aquele negócio de que todo mundo fala, todo mundo quer, mas poucos realmente conseguem ter.
Muita gente pensa que qualidade de vida é sinônimo apenas de saúde, o que não é verdade. Apesar de essencial, a saúde é apenas um dos componentes do seu bem-estar, que também inclui suas relações sociais, sua auto-estima, sua espiritualidade etc. Segundo Cecília Shibuya, vice-presidente de Eventos e Relações Internacionais da Associação Brasileira de Qualidade de Vida - ABQV, ter qualidade de vida é estar em equilíbrio com o trabalho, a família, os amigos, a saúde e tudo mais. Mas, atenção: este equilíbrio é pessoal, subjetivo, não há um modelo ideal de vida que seja de qualidade para todos.
Apesar de não haver fórmulas prontas de qualidade de vida, eqüalizar alguns fatores ajuda bastante a encontrar a sua. O tempo, por exemplo, ou melhor, a falta dele é uma das variáveis sempre presentes - ou ausentes. "Hoje, há uma dificuldade em relação ao tempo, mas temos que aprender a lidar com ele. Temos que desmistificá-lo, organizá-lo, priorizando determinados focos de acordo com cada momento. O segredo é transformar o pouco tempo em tempo de qualidade", comenta Cecília Shibuya.
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