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"Adeus ano velho, feliz ano novo... Que tudo se realize no ano que vai nascer. Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender". Todo ano repete-se a música e também os votos para os 365 dias seguintes. Dentre os desejos principais está o de dinheiro, afinal tranqüilidade econômica não faz mal pra ninguém! Mas com os excessos nas compras de Natal e os impostos e contas do início do ano, a história pode acabar ficando a mesma: muito aperto e desorganização financeira pelos próximos 12 meses. Mas que tal começar o ano de forma diferente e fazer do desejo de prosperidade uma realidade na sua vida? O Bolsa de Mulher preparou umas dicas para você não se preocupar com a carteira nem com a conta do banco em 2008!
Tem gente que faz simpatia, come romã, se veste de amarelo no réveillon, entre outras "mandingas" populares. Os mais racionais economizam e pensam nos investimentos a longo prazo. Sendo você supersticioso ou não, é importante ter em mente que dinheiro não cai do céu, nem dá em árvores. Então, a menos que você ganhe na Mega-Sena ou receba uma herança milionária, preste atenção às dicas valiosas dos economistas, consultores e investidores. A máxima "quem planta colhe" faz todo sentido também no universo financeiro.
De acordo com o economista Leonardo Sukman, não há segredo para fazer o dinheiro render mais. "Na verdade, tudo parece muito óbvio. As pessoas até sabem o que fazer, o problema é que elas acabam não fazendo", afirma. Para ele, o primeiro passo é planejar o ano. "Deve-se pensar antes que as coisas aconteçam. O planejamento financeiro é essencial. Todos sabemos que no início do ano as despesas costumam ser maiores, então o recomendável é já ter se programado 12 meses antes para separar o dinheiro para quitar essas coisas. Isso dá uma boa estimativa do quanto vai se gastar", indica. É claro que, se a pessoa já está endividada, tudo fica mais difícil. Nesse caso, o economista sugere se livrar das dívidas o quanto antes. "Você tem que se perguntar: 'sou uma pessoa organizada ou desorganizada?' Uma pessoa bem organizada pode contrair dívidas saudáveis - parcelar no cartão de crédito, por exemplo. Uma desorganizada deve preferir pagar à vista, ou seja, somente quando tiver dinheiro no bolso. Gastar menos do que se ganha sempre é uma maneira de evitar dívidas e, posteriormente, não sofrer com o efeito 'bola-de-neve'", aconselha ele.
Depois de se organizar e planejar as próximas despesas, é bom começar a pensar em investir a grana. Leonardo dá a dica: "O dinheiro que a pessoa não vai precisar a curto prazo, ou seja, aquele que sobrou do dinheiro que pagou dívidas e despesas, pode ser investido a longo prazo". Segundo ele, há vários tipos de investimento, mas é preciso ter organização. Se você ganha R$ 4 mil por mês, por exemplo, mas pode viver bem com R$ 3 mil, passe a acreditar que ganha R$ 3 mil, se adapte a isso e invista mil todo mês".
O economista não recomenda investimento na Bolsa de Valores para quem é leigo no assunto. " Os iniciantes devem começar com um investimento simples, como os títulos públicos e o fundo de renda fixa. Nesse último, há o intermédio do banco, então o custo é maior, embora os juros estejam caindo atualmente. Os títulos públicos são uma boa escolha para qualquer um. Não recomendo aplicar dinheiro em poupança, a não ser que a pessoa tenha uma renda baixa e ainda esteja desorganizada financeiramente. O importante, antes de começar, é analisar o custo do investimento (taxa de administração, por exemplo), seja ele qual for", recomenda.
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