Quando Carolina Graciosa decidiu cursar uma pós-graduação no exterior, não imaginou o trabalho que teria até conseguir fazer a sua inscrição. "Acabei de ser admitida para o mestrado em Educação na Florida International University, em Miami. A burocracia foi enorme. Tive que apresentar vários documentos e o processo todo levou oito meses", revela a jornalista formada no Brasil. Apesar de todas as dificuldades impostas pelas universidades internacionais, é cada vez maior o número de brasileiros que desejam estudar fora do país. Segundo o Instituto Internacional de Educação, cerca de 2.600 alunos do Brasil se matricularam em cursos de pós-graduação somente nos Estados Unidos em 2006. Estima-se que a quantidade de estudantes lá fora tenha aumentado 40% entre 2001 e 2006.
Vantagem e desvantagensAs explicações para essa atual tendência são muitas. A baixa do dólar nos últimos anos tem permitido, cada vez mais, que os alunos consigam pagar por seus cursos quando não há bolsas à disposição. Outra razão é a grande diferença que um curso fora do país faz no currículo. Um profissional com pós-graduação no exterior multiplica as suas chances de conseguir uma boa colocação em qualquer lugar do mundo. É o que os especialistas chamam de ‘empregabilidade global'.
As vantagens de estudar fora são muitas e não param por aí. "Vinha economizando há tempos para fazer um curso fora. Quando entramos em contato com outras culturas, o ganho é multiplicado", afirma Carolina Graciosa. Como nem tudo são flores, quem quer investir em uma pós no exterior também deve pensar nas desvantagens. Estar longe da família e dos amigos, as barreiras culturais, o clima e o custo de vida do lugar são fatores que precisam ser levados em consideração.
Passo a passoQuem quer concorrer a uma vaga de pós-graduação lá fora deve estar atento a algumas dicas:
- A primeira coisa a fazer é escolher a universidade e o orientador.
- É importante considerar a excelência do ensino (veja na próxima página a lista com as cinco melhores universidades do mundo) e as condições dadas pelo programa.
- O site de cada universidade oferece um formulário de candidatura que deve ser preenchido e enviado com outros documentos. Geralmente elas solicitam currículo, histórico de graduação traduzido, diploma de graduação traduzido, três cartas de referência e resumo do projeto de pesquisa.
- Em alguns casos, também são pedidos exames médicos e, quando o aluno não é bolsista, certificados bancários.
- Os custos para a candidatura englobam inscrição, tradução juramentada e envio de documentos, vistos, além do pagamento pelo Test of English as Foreign Language (TOEFL), certificado de proficiência em inglês exigido pelas universidades.
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