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Para algumas pessoas, o casamento é um momento de realização, de ver um sonho concretizado. Qual mulher jamais suspirou por um lindo, exclusivo e caríssimo vestido de noiva? E com a viagem perfeita ao lado do seu amado - Veneza, Paris, Bora Bora? Idealizações à parte, é bom ter os pés no chão. O amor pode ser grande, mas os gastos com cerimônia, festa e lua-de-mel vão exigir algo mais material: dinheiro, e muito. É preciso ter cautela, organização e planejamento para poder custear tudo isso, evitando endividamentos ou surpresas desagradáveis, que podem aumentar o estresse e até gerar rompimentos entre o casal. Afinal, começar a vida a dois no vermelho não é o melhor jeito de se criar uma união sadia, não é?
Justamente por ser este um momento que marca o início de uma nova vida, os especialistas em finanças pessoais condenam dívidas longas contraídas antes do casamento. "O fim de boa parte dos casamentos passa pelo fracasso financeiro da família, mas poucos percebem isso. Muitas vezes não é o amor que acaba e sim o dinheiro. Dinheiro que durante o namoro era utilizado para cinema, presentes, viagens, motel etc. Após o casamento, os gastos, se não planejados, vão para as alturas, focados em alimentação, saúde e moradia. Onde fica o prazer? As cobranças começam a surgir e desgastam a relação, levando o casal a desentendimentos", analisa o consultor financeiro Ricardo Pereira, colaborador do site Dinheirama.
Por isso, é bom ter em mente que o casamento é união física, mental e financeira. Conversar sobre dinheiro, planejamento e responsabilidade com o dinheiro é fundamental para a convivência do casal e para não cair em armadilhas. Segundo o consultor, o casamento deve ser encarado como um projeto. "Gosto de utilizar o conceito 'planejamento' para todas as ocasiões da vida, por experiência própria. O casal deve sentar, conversar e colocar em um papel tudo o que gostariam de conseguir para o início de uma vida a dois - incluindo a festa, lua-de-mel e o que virá depois. Depois, é necessário montar uma estratégia", aconselha. Se houver dificuldade de planejar ou lidar com dinheiro, Ricardo afirma que é muito válido pedir a ajuda de um consultor financeiro. "Ele poderá auxiliar a montar uma estratégia de poupança que, dentro de um prazo, levará o casal a alcançar seus objetivos", diz.
Muita atenção com a animação e a expectativa que rondam os preparativos também é vital. "Normalmente, os grandes erros que cometemos na vida financeira acontecem em momentos de forte emoção", observa Ricardo Pereira. A recém-casada Ariadne Vilela, de 26 anos, por exemplo, sabe bem o impacto das emoções no orçamento. "Foi tudo muito rápido. Assim que fiquei noiva, começamos logo a pensar em casar. Mas não tivemos planejamento suficiente para lidar com os gastos. Só vimos o efeito da nossa impulsividade e desorganização quase um mês antes da cerimônia. Como as dívidas se multiplicavam e eu fiquei sem emprego, resolvemos pôr um freio e adiar o casamento", conta ela, que hoje trabalha dobrado com o marido para pagar o aluguel do apartamento onde moram. O conselho vale para qualquer época: evite comprar os móveis para a casa nova na primeira semana de noivado, por exemplo.
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