Dinheiro

Novo ou usado?

por Daniela Pessoa | 17/07/2008

Ao financiar um imóvel, analise se vale comprar um na planta ou usado


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Quando estiver procurando um imóvel, lembre-se: nada de afobação. Procure com calma aquele que atenda suas necessidades atuais. Se você é casada e tem um filho, não vá além do que você precisa, comprando, por exemplo, um imóvel mais caro de três ou quatro quartos. Lembre-se dos juros embutidos no financiamento, que você irá pagar por um bom tempo. Por outro lado, nada de comprar o que aparece pela frente só porque é mais barato. Já imaginou passar anos espremendo a família em um cubículo? Verifique também a localização do imóvel, visite-o em dias e horários diferentes, observe se há supermercado, farmácia, padaria e afins nas proximidades e se os preços condizem com o que você está acostumada a pagar.

“Muitos não incluem pisos e alguns acabamentos. O conceito de ‘possibilitar que você personalize' embute, na realidade, o conceito de ‘não incluímos no custo para parecer mais barato”

Então, dependendo da necessidade ou desejo do comprador, o imóvel usado pode ser uma boa alternativa, desde que algumas condições sejam observadas. Informe-se sobre a data de construção da propriedade, se o imóvel tem defeitos ou se passou por reformas. Observe, também, a ventilação (há possibilidade de surgimento de mofo?), rede de encanamento, rede de eletricidade, rachaduras e outros detalhes. Um aspecto a ser considerado é que o custo de manutenção dos imóveis usados geralmente é maior do que o dos novos.

Uma outra fase importante na compra de uma casa é a análise dos documentos referentes ao imóvel e aos proprietários. Cuidados como verificar se o IPTU e o condomínio estão em dia é um bom caminho. Exija do proprietário, por exemplo, uma certidão negativa do cartório - esta é a única garantia de que o IPTU está completamente em dia.

Outro aspecto a ser ponderado é que, em geral, imóveis novos possuem plantas mais modernas e atualizadas. Os próprios edifícios, ou conjunto de edifícios, apresentam conceitos mais atuais, o que faz com que, quando prontos, tenham maior valor do que os antigos. "Exemplos disso são os imóveis residenciais atuais que apresentam amplos terraços e os edifícios com conceito de clube, resort, que trazem até mesmo facilidades como pequenos centros comerciais integrados com lavanderia, padaria etc.", esclarece Andrew F. Storfer, vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças).

No entanto, se o imóvel for novo, vale checar tudo o que vem no "pacote". "Muitos não incluem pisos e alguns acabamentos. O conceito de ‘possibilitar que você personalize' embute, na realidade, o conceito de ‘não incluímos no custo para parecer mais barato'", avisa Andrew. Por isso, fique de olho nesses gastos adicionais.


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