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Material escolar

por Redação | 09/01/2012

Como fazer com que os itens não pesem tanto no bolso




Material escolar

Quem tem filhos, além de pensar na reserva de dinheiro para pagamento de IPVA e IPTU, tem que ficar atento à lista de material escolar. E para não ficar no vermelho, é preciso pesquisar e muito, seja nas ruas ou pela internet.


Segundo o Procon de Pernambuco, a diferença de preço dos itens da lista chegam a 200% na região. E em São Paulo, o órgão revelou que esta variação é de até 163,16%. O blog do Procon lembra ainda que alguns itens da lista podem ser abusivos, como produtos de limpeza, ou a indicação de lojas para compra dos materiais.


Com o intuito de ajudar você a garantir o material escolar do seu filho, conversamos com o economista André Massaro, da empresa Moneyfit. Ele diz que antes de pesquisar os preços, os pais devem tentar reclicar material. “Veja se o livro do irmão mais velho ainda pode ser usado ou se o vizinho que estudou na mesma escola pode emprestar o livro para seu filho”, lembra.

Feito isso, é hora de recorrer à internet para acessar os sites de comparação de preços. Eles vão ajudar você a ter uma ideia do quanto vai gastar e de quais lugares possuem os produtos. “Existe ainda a possibilidade de reunir vários pais e comprar por atacado. Desse modo, o valor pode ficar ainda menor”, recomenda Massaro.


A ideia de levar as crianças na hora da compra não é interessante. Ela pode usar a emoção para escolher os produtos e fazer os pais gastarem mais. “Os materiais escolares não devem ser usados como ferramentas sociais – minha caneta é a mais bonita ou meu caderno é de tal personagem. Os responsáveis devem explicar aos filhos que existe um orçamento e que o objetivo real do material é dar suporte para que ele aprenda”, afirma André.


O economista diz ainda que é importante a criança ter noção de finanças pessoais, mas isso não deve se ensinado na hora da compra do material escolar. Isso porque neste processo não pode haver falhas. “Nem é certo dar o dinheiro na mão dos filhos, pois eles vão comprar o que é mais bonito e não o que é realmente necessário para os seus rendimentos escolares”.


A compra do material escolar pode ser feita de maneira presencial ou pela internet. Cabe aos pais escolherem a melhor forma. “É bom lembrar que o Código de Defesa do Consumidor cabe aqui também. O cliente deve exigir nota fiscal e tem prazo para devolver ou trocar o produto se necessário”, ressalta André Massaro.

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