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Lembra aquela fábula da formiga e da cigarra? É a história de uma formiguinha que passava o verão trabalhando para armazenar comida, e quando chegava o inverno, sua despensa ficava cheia, enquanto a cigarra, que só queria saber de farra e nada de trabalho, passava por maus bocados quando a neve chegava e a comida acabava. Se você ouviu a história quando era criança, sabe que quem guarda sempre tem, mas às vezes é mesmo difícil guardar dinheiro, com tanta coisa legal com as quais: roupas, acessórios, restaurantes, baladas, viagens, etc. Se neste início de ano você decidiu fazer diferente, resistir àquelas maravilhosas liquidações e ter um pouco mais de juízo com o seu dinheiro, o Bolsa de Mulher te dá uma ajuda, com dicas para juntar R$ 3 mil, R$ 5 mil e R$ 10 mil no período de um ano. Quem sabe você já não consegue começar 2010 realizando o sonho de fazer uma viagem legal, dar entrada em um carro, fazer uma reforma na casa?
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Gaste menos do que se ganha
O economista e consultor Lauro Faria adverte que "para juntar esses valores em um ano não há outra saída senão economizar, isto é, gastar menos do que se ganha". Ele dá ainda uma dica bem fácil: "Como os valores são baixos, o tempo é curto e as taxas de juros das aplicações não ultrapassam 1% ao mês, a conta é simples: divida o valor por 12 e separe esse montante a cada mês para aplicação. Atualmente, como existe expectativa de queda das taxas de juros, as melhores aplicações são os fundos de renda fixa pré-fixados ou certificados de depósito bancário (CDB). Mas, como disse, dado o prazo curto, não vai fazer muita diferença se colocar na poupança". Segundo ele, aplicar em ações não é o mais recomendado. "Essa é uma aplicação de risco e de longo prazo. Em um ano, pode-se ganhar muito, mas também pode-se perder muito, ainda mais com a altíssima volatilidade do mercado financeiro verificada atualmente", alerta.
Na ponta do lápis
Thiago Guedes, consultor de investimentos da corretora de valores Geração Futuro, faz uma simulação com três tipos de investimento: poupança, renda fixa e ações (renda variável), e o quanto será preciso aplicar por mês para juntar os valores no prazo de um ano.
Ele explica que a poupança não tem cobrança de imposto de renda, as ações têm uma cobrança de IR fixa em 15%, e os fundos de renda fixa têm Imposto de Renda regressivo, variando de acordo com o tempo do investimento: "Nos primeiros seis meses de investimento, o IR é de 22,5%; de seis meses a um ano, de 20%; de um a dois anos, 17,5%; e depois de dois anos, o IR passa a ser de 15%."
Veja, a seguir, como ficou a simulação.
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