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Ter experiência de estudo e trabalho no exterior é sonho de muita gente. Como torná-lo realidade? Com a economia brasileira em expansão e o dólar baixo, fazer um programa de intercâmbio está cada vez mais acessível. Mas se por um lado é um caminho para dar um upgrade no currículo e ter contato com outro idioma, por outro os receios de pais e filhos aumentam proporcionalmente com a distância e a saudade. Como encarar tantos desafios em tão pouco tempo?
O primeiro passo é definir qual tipo de intercâmbio você pretende fazer. Maura Leão, presidente da Belta (Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Educacionais e Culturais), explica: há muitos tipos de cursos e oportunidades de trabalho no exterior, que podem variar de um mês, como os cursos de férias, até 2 anos, no caso das especializações. Têm maior procura os cursos de idiomas e de ensino médio. "Houve um crescimento da demanda em todas as modalidades. O brasileiro percebeu a importância da experiência fora do Brasil, tanto na vida profissional como no lado pessoal", aponta Maura.
Escolhendo a Agência de Intercâmbio
Agências de intercâmbio são um porto seguro para famílias dispostas a encarar os desafios da vivência internacional. Profissionais com expertise no ramo e convênios com instituições no exterior são chamarizes para atrair a confiança dos pais. Contudo, deve-se ficar atento para a idoneidade da instituição escolhida. "Nós, da Belta, recomendamos às pessoas que procurem uma das nossas associadas para descobrir as melhores opções. No site há a relação de todas as empresas que fazem parte da associação", diz Leão.
A escolha da agência é de suma importância. Na opinião da executiva, ao buscar empresas idôneas a pessoa corre menos riscos, uma vez que o estudante terá todo o suporte diante de imprevistos ou contratempos indesejáveis.
Imprevistos e desafios
Problemas não acontecem só no Brasil. A presidente da Belta garante que um dos maiores mitos nesse ramo é pensar que tudo no exterior funciona melhor. A recomendação é ficar atento às possíveis emergências, principalmente no início, o momento de maior insegurança. Atrasos e cancelamentos de voos, doenças durante o programa e problemas com a família hospedeira são complicações possíveis e as companhias devem ter soluções imediatas.
Outros imprevistos podem ser evitados apenas com a organização do intercambista. O estudante deve embarcar para o exterior tendo em mãos um número de telefone de emergência da agência de intercâmbio e da escola ou universidade para onde vai, da família hospedeira ou da residência estudantil onde ficará hospedado. Assim poderá contatar imediatamente, caso precise de ajuda.
Maria Clara Machado, estudante de jornalismo na UFRJ, é exemplo de quem passou por uma experiência frustrante. Ela acredita que escolheu mal a agência. Em 2007, a universitária fez um curso de inglês em Londres, na Inglaterra, e sua adaptação foi "péssima", relata a própria. Nada do que a empresa havia prometido aconteceu. "Disseram que não haveria restrições de horários, que eu poderia entrar e sair livremente, mas quando cheguei a Londres descobri que a escola era bem rígida com o controle dos alunos", conta.
A estudante não desistiu e, em 2009, partiu novamente para um período no exterior, dessa vez na França, através do convênio entre a UFRJ e a Faculdade de Lyon. Resolveu organizar-se por conta própria. "Como já tinha uma experiência ruim, pesquisei bastante antes de decidir o país e a cidade para onde iria. Também é importante saber que tipo de curso a faculdade escolhida oferece", aponta.
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