Dinheiro

Impostos que abrem o ano

por Redação | 27/12/2011

Planeje já o seu início de ano e não comece 2012 com dívidas




Impostos que abrem o ano

Sem um planejamento financeiro bem feitinho, os primeiros meses do ano se tornam bastante complicados. Um deslize, por menor que seja, pode deixar o brasileiro mergulhado nas dívidas. Por isso, é importante sentar e pensar bem se é melhor parcelar as contas ou pagar à vista algumas delas.


Segundo o economista Antônio de Júlio, instrutor da empresa MoneyFit, se a pessoa tiver o montante para pagar à vista, pode se livrar mais rapidamente da dívida, mas nada impede que ela antes analise se esta forma de pagamento é realmente vantajosa.


“No caso do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), é vantajoso pagar a cota única se o desconto for de 10%. Se for menor do que isso, uma opção é deixar o dinheiro rendendo na poupança e pegar parcelado”, pensa.


O mesmo acontece com o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). O economista acha que é vantajoso pagar à vista se o valor do desconto for superior a 1%. Lembrando que, se a placa do carro for de final 1, ainda tem o licenciamento.


Antônio de Júlio ressalta que tudo na vida tem como ponto de partida um planejamento. Assim como calculamos cuidadosamente uma viagem ou a compra de um bem, temos que nos programar para sanar as dívidas sem dores de cabeça. Quanto mais cedo começar a guardar dinheiro, melhor.


“Cada um tem sua forma de organização financeira, mas independente da técnica, isso deve ser feito com meses de antecedência. Pelo menos em setembro, a pessoa já precisa começar a pensar nas dívidas que chegam nos primeiros meses do ano”, orienta.


E alerta: evite pegar empréstimo no banco para pagar essas contas. “Isso vira uma bola de neve, pois você terá os juros mensais e um monte de parcelas para pagar. A gente nunca sabe como estará nossa vida daqui a algum tempo, se ainda teremos dinheiro e um bom emprego”.

Uma boa solução para guardar dinheiro é abrir uma poupança especificamente para este fim. Antônio de Júlio foi obrigado a tomar uma medida radical para se educar financeiramente. E deu certo. “Abri uma conta que só poderia ser mexida se eu fosse até a agência que, por sinal, fica em outra cidade. Assim eu comecei a guardar dinheiro e isso se tornou um hábito”, conta.


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