Em 2004, a distribuição da ocupação para as mulheres brasileiras, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) era a seguinte:
Empregadas: 41,6%
Empregadas domésticas: 18,6%
Estatutárias (e militares): 9,5%
Autônomas: 17,5%
Empregadoras: 2,7%
Atividades não remuneradas: 10,1%
Como podemos observar, a forma mais procurada para a sobrevivência é o emprego de assalariada. Com carteira assinada, de preferência. Segurança é a coisa mais importante para essas mulheres. Saber que haverá uma receita certa, em um dia certo, é fundamental para elas - especialmente para aquela que cria sozinha seus filhos.
Socialmente ainda é a forma mais bem aceita de se fazer dinheiro no Brasil, especialmente porque as pessoas não compreendem as demais maneiras e acabam associando-as a fraudes, falcatruas, sorte, jogos (principalmente para a Bolsa de Valores e o mercado financeiro).
Muitas mulheres ficam permanentemente procurando emprego por que desconhecem outras formas de fazer dinheiro ou, simplesmente, não sabem por onde começar para ser autônoma, empreendedora ou investidora.
A cabeça da assalariada funciona em horas: Quantos feriados têm no ano? Quais são os benefícios da empresa? Que hora eu entro? Que hora saio? Dá para levar as crianças na escola antes? Para elas, a forma adicional de ganhar dinheiro - caso o salário não seja suficiente para as despesas mensais - é vender mais "tempo". Por isso buscam aumentar suas receitas, através do segundo emprego, hora extra, bicos à noite ou nos fins de semana, pedir aumento ao patrão ou procurar alguém (ou alguma empresa) que pague mais pelas suas horas de trabalho. Ou seja, o dinheiro vem do esforço pessoal, principalmente físico.
Muitas horas são gastas entre transporte, alimentação e tempo no trabalho, restando pouca energia para outras coisas (em cidades grandes as pessoas consomem 14, 15 horas do seu dia para trabalhar).
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