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“Desejo que você ganhe dinheiro, pois é preciso viver também. E que você diga a ele pelo menos uma vez quem é mesmo o dono de quem”. Os versos de “Amor pra recomeçar” nos fazem refletir como muitas vezes é preciso saber planejar as finanças e ao mesmo tempo não se tornar escravo do dinheiro.
Segundo a analista de processos da Fundação Amaral Carvalho (FAC), Patrícia Botari, para que as pessoas possam ter uma relação saudável com o dinheiro é preciso que elas entendam que ele é o meio e não o fim. Procurar encará-lo como forma de atingir objetivos, conquistar sonhos. “Devemos cuidar do dinheiro com cautela, estabelecer uma relação saudável, saber quanto tenho de entrada no meu orçamento e as saídas. Além de serem compatíveis devem deixar uma folga que será poupada para imprevistos e planejamentos futuros”, diz a analista.
Uma vida financeira desordenada pode afetar outros setores da vida, como a profissional e pessoal. “Um indivíduo com problemas financeiros tente a estar mais estressado, preocupado e desmotivado, o que pode prejudicar seu desempenho no trabalho, diminuindo seus resultados, deixando-o mais suscetível aos problemas de relacionamento e até suscetível a sofrer mais acidentes de trabalho”, afirma Patrícia.
A analista aponta: “Problemas no orçamento familiar são responsáveis por muitos conflitos entre o casal e pais e filhos, o que pode prejudicar a convivência”. Desta forma, fica claro que o lado pessoal também é muito afetado, logo, a solução é encontrar, o quanto antes, o equilíbrio.
Para começar a organizar a sua situação financeira, a analista recomenda que a pessoa conheça suas receitas e despesas. Em seguida, crie um plano de pagamento de dívidas. Patrícia Botari indica duas ações básicas: “Antes de tudo, converse com toda a família para comprometer os demais. Em segundo lugar, estabeleça metas e acompanhe os gastos diários”.
Em casos mais graves, como das pessoas que têm contas em atraso, a analista recomenda que se converse com os credores e tente renegociar os prazos. “E, para evitar se endividar novamente, reveja o padrão de vida, crie uma reserva para imprevistos, aprenda a dizer não, sem sentir culpa, e use a criatividade para agradar as pessoas que amamos”, aconselha Patrícia.
A analista fala da importância de aprendermos a diferença entre necessidade e desejo. “O que não podemos é deixar nos levar em demasia pelos apelos da mídia e tentar compensar nossas próprias frustrações e angústias com consumo”, alerta Patrícia.
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