O cinema brasileiro ganhou o respeito e a admiração do público e algumas produções nacionais viraram sucessos de bilheteria. Quem não se lembra das filas para assistir Cidade de Deus? E da falta de poltronas vazias nas salas quando foi (finalmente) lançado Tropa de Elite? É por essas e outras que, hoje, no Dia do Cinema Nacional, existem motivos de sobra para comemorar e aplaudir quem trilha esta carreira, levando brilho e emoção às telonas.
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A retomada do cinema brasileiro, que começou na década de 1990, impulsionou o aumento no número de cursos de Cinema no país. Em 2003, o mercado nacional de filmes cresceu 220% graças ao sucesso de bilheteria de filmes como Carandiru, de Hector Babenco, e Lisbela e o Prisioneiro, de Guel Arraes. Entretanto, este fator não veio sozinho. "O aumento também se deu porque cresceu o número de jovens interessados em fazer cinema", explica a jornalista Elis Galvão, mestre em Cinema pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
[olho]A graduação em Cinema ou Audiovisual permite o contato com a pesquisa de teoria e prática cinematográfica, além de ser o centro que reúne pessoas com os mesmos objetivos[/olho]
O interesse dos jovens por essa área ficou mais visível após a crise dos primeiros anos da década de 90, quando houve uma queda de 3.200 salas para 1.037 em 1995. Neste meio tempo, foi assinada a Lei Audiovisual, que incentivou a produção dos filmes e trouxe à tona o gosto pelo cinema que estava adormecido na população.
Atualmente, a combinação entre a importância da imagem e o desenvolvimento de novas tecnologias contribui ainda mais para o aumento dos cursos de graduação. "A internet e o YouTube criam uma demanda de produtos audiovisuais cada vez maior" afirma Rafael Saar, publicitário e recém-formado em Cinema pela Universidade Federal Fluminense (UFF). "A graduação em Cinema ou Audiovisual permite o contato com a pesquisa de teoria e prática cinematográfica, além de ser o centro que reúne pessoas com os mesmos objetivos. A graduação na área pode ser complementar a outros cursos como Música, Artes, História, Design", acrescenta.
Onde fazer
Quem entende do assunto garante que há excelentes opções de cursos no Brasil, em instituições públicas e privadas. Entretanto, Elis Galvão aposta na qualidade das universidades federais e estaduais. "Ainda são a melhor opção", opina. Mas, se o vestibular concorridíssimo para uma dessas instituições te passar uma rasteira, ainda há alternativas em faculdades pagas - um luxo que não é para qualquer um. "Um curso de quatro anos pode custar a partir de 40 mil. O investimento mensal, conforme a tabela de preços das universidades privadas do Rio de Janeiro, fica a partir de R$800", contabiliza a especialista.
Depois da graduação, é possível continuar os estudos com as especializações na área. Geralmente, além dos graduados em cinema, se interessam pela pesquisa neste campo os formados em Comunicação e áreas afins. Rafael Saar já fez a sua escolha: "Pretendo trabalhar com direção e edição. Acredito que estudar Artes, Pintura, Música e Teatro seja o caminho ideal para quem pretende seguir o caminho das imagens e sons", diz ele.