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Avalie o investimento

por Carolina Mouta | 01/09/2008

Um Personal Financial Advisor cabe no seu bolso?


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O acesso a um profissional de finanças pessoais ainda não é para todos. Mas esta comunicação está cada vez mais estreita. Eles podem ser contratados por hora ou por projeto. "Para os profissionais que atendem por hora, o valor varia entre R$80 e R$120", conta o consultor de finanças pessoais Cléber de Miranda. Este valor varia bastante por conta do prestígio e da experiência do profissional. "Um bom consultor financeiro precisa estudar muito, estar constantemente atualizado como um médico e, por isso, o serviço costuma ter um preço mais "salgado". Já vi consultores que cobram R$1,5 mil a hora", esclarece Caio Torralvo. Se o cliente preferir, pode fechar "pacotes" de aconselhamentos anuais, feitos mês a mês.

“Os profissionais CFP (Certified Financial Planner) não podem de forma alguma incorrer em situações que impliquem conflito de interesse. Se eu pegar dinheiro dos meus clientes para investir e for remunerado por um porcentual, concorda que eu poderia tomar riscos desnecessários para aumentar meu ganho?”

A variação nos valores pode preocupar quem deseja contratar os serviços de um consultor pessoal. No entanto, desconfie dos profissionais que querem ser remunerados de acordo com o percentual de ganhos do cliente. "Os profissionais CFP (Certified Financial Planner) não podem de forma alguma incorrer em situações que impliquem conflito de interesse. Se eu pegar dinheiro dos meus clientes para investir e for remunerado por um porcentual, concorda que eu poderia tomar riscos desnecessários para aumentar meu ganho? E esses riscos podem não estar de acordo com o que meu cliente deseja. Nosso interesse é justamente atender aos interesses do cliente, independentemente se é melhor para mim ou não. Tem que ser melhor para ele", ratifica o especialista.

Para quem não pode ou não quer pagar pelo serviço, existem consultorias que não cobram para avaliar as finanças dos clientes. O objetivo destas empresas é atrair investidores que disponham de investimento mínimo de R$2 mil mensais. Nesse caso, o cliente aceita que elas sejam remuneradas através da taxa de administração do fundo em que o cliente escolher investir.

Os consultores autônomos também fazem consultas sem custo, via internet. "Hoje eu atendo a pessoas que me pedem auxílio pelo blog. A pessoa preenche uma espécie de orçamentos e vamos estudando as contas. Essa consulta ainda é gratuita", explica o especialista Cléber de Miranda.

Cuidados para não contratar gato por lebre

Se você ficou tentado a contratar os serviços de um personal financial advisor, preste atenção à idoneidade do profissional. O principal cuidado é procurar saber se ele possui certificações para prestar a função. "O Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF) qualifica o consultor a exercer suas atividades de alternativas para a administração do orçamento doméstico, redução do endividamento, planos de aposentadoria, planejamento de educação dos filhos", esclarece Ronan Bonnemasou, da Somainvest. O consultor Caio Torralvo ratifica: "A marca CFP denota que se trata de um profissional sério e que tem uma série de exigências a cumprir para manter essa marca. Somos submetidos a um rígido código de ética que envolve, entre outros, a obrigatoriedade da manutenção de sigilo, de focar o trabalho no interesse do cliente e proíbe, de qualquer forma, se envolver em situações que envolvam conflito de interesse".

O consultor financeiro pessoal só pode aconselhar o cliente. Quando o assunto é investimento, a conversa é outra. "Caso esse profissional tenha gestão de carteira, em que o cliente transfere toda a responsabilidade de seus ativos, se faz necessário um registro na Comissão de Valores Mobiliários, além de procurações específicas para que se possa operar junto às instituições financeiras em nome do cliente", explica a especialista Carla dos Santos. "É importante frisar que o profissional com certificação no IBCPF não está apto a orientar investidores em ativos mobiliários (ações, fundos de investimentos, dólar etc.), pois não é regulamentado pela CVM", ressalta o especialista. Para isso, o profissional precisa possuir registro junto ao órgão, que pode ser verificado no site, bem como reclamações e pendências de consultores e empresas de investimentos", completa Ronan.


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