comentários (7)Problema de equipe
Quando o assédio moral não é com você, mas com um colega, é possível ajudá-lo sem se comprometer. Para Darós, o empregado pode estimular a equipe a pensar sobre as condições de trabalho e criar um espaço para o debate. "Os funcionários podem fazer reuniões frequentes para discutir as questões, ter clareza da hierarquia, perguntar se todos estão satisfeitos e enfrentar juntos o desrespeito. Em grupo, o problema é abordado e deixa de ser visto como mexerico".
Maria Aparecida lembra que um empregado também pode auxiliar o outro sendo testemunha. "O funcionário pode conversar com o colega que está sendo vítima do assédio, perguntar se ele precisa de ajuda e se oferecer para estar presente, sempre que possível, durante as conversas entre o assediado e o assediador, servindo como uma testemunha. De certa maneira, isso inibe ainda ações mais agressivas e desagradáveis por parte do chefe".
Já o líder acusado de assédio moral deve abrir um espaço para ouvir os funcionários se quiser reconquistar sua equipe, orienta Darós. "Se o assunto for colocado em debate, será mais difícil ter uma relação de poder tão distorcida. Quando a gente cria a possibilidade do diálogo, é possível ouvir a queixa e se retratar".
Maria Aparecida recomenda que o chefe faça cursos especializados a fim de contornar a situação. "Matricule-se rapidamente em aulas de etiqueta empresarial e de liderança, submeta-se a sessões de coaching em relações humanas e procure, a cada dia, deixar bem clara a mudança de atitude para todos os colaboradores".
Fim da linha
Se nada disso adiantar, para acabar com o assédio moral e evitar ser alvo de condutas que violam sua dignidade, é hora de partir para a denúncia e exigir na Justiça o ressarcimento por danos morais. "O assédio moral é uma conduta ilícita, uma infração trabalhista do empregador. Muitas pessoas sofriam e não sabiam que eram vítimas. É uma situação difícil de provar e, nos casos mais graves, o funcionário termina em um consultório psiquiátrico. O objetivo desses chefes é ver o trabalhador pelas costas", comenta o procurador Wilson Prudente. Ele orienta que, nesse caso, o empregado junte todas as provas e procure um advogado, a Defensoria Pública ou o Ministério Público do Trabalho.
Denúncias podem ser feitas ao Ministério Público do Trabalho da sua cidade. Mais informações AQUI.
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