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Assédio moral

por Isabella Guerreiro | 15/10/2009

Contorne as situações humilhantes na empresa de maneira construtiva


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Assédio moral

Enfrentar uma situação de assédio moral no trabalho é cada vez mais comum. Para se ter uma ideia, o número de processos investigatórios instaurados pelo Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro aumentou 588,2% nos últimos quatro anos. Some-se a isso a dificuldade de lidar com o problema: a vivência repetida e prolongada de circunstâncias humilhantes e vexatórias durante a jornada de trabalho, como exigência de missões impossíveis, delegação de tarefas inexpressivas, desqualificação do empregado, perseguição e desrespeito às atribuições estabelecidas por contrato.

Sair desses e outros constrangimentos é delicado, mas especialistas dão dicas de como tentar resolver a questão de cabeça erguida.

O que é assédio moral?

Assédio moral é a exposição de trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras pelo patrão ou chefe por repetidas e prolongadas vezes durante a jornada de trabalho. Não é um fato isolado, mas uma conduta que tem longa duração e é caracterizada por ser desumana e desprovida de ética, de uma maneira que desestabiliza o funcionário. "É uma relação de poder distorcida entre a hierarquia superior e os subordinados. Como quando há uma cobrança excessiva, inclusive exigindo a repetição da tarefa sem necessidade por várias vezes; pedidos frequentes para se chegar antes do horário e executar um serviço que não é adequado à função; além da desqualificação do trabalho do empregado com ofensas ou com atribuição de tarefas menores", aponta o psicólogo Lindomar Darós.

Estabelecer metas impossíveis de se realizar, cobrar por elas de maneira vexatória, atacar à vida pessoal, limitar idas ao banheiro e dificultar o acesso ao material de trabalho são outros exemplos comuns de assédio moral.

“Ao denunciar, o tom não deve ser de crítica, vingança ou ameaça e, sim, de alguém que espera ver seu problema tratado com a devida atenção”

A conduta ilícita acaba se transformando em perseguição e violência psicológica. A vítima do assédio costuma ser isolada do grupo sem mais explicações e passa a ser hostilizada, ridicularizada e desacreditada diante da equipe. "O objetivo desse tipo de chefe é que o funcionário troque de departamento ou se sinta forçado a desistir do emprego. O assédio é muito praticado na esfera pública, onde o empregado não pode ser demitido sem solenidade", diz o procurador Wilson Prudente.

Procure aliados


O psicólogo e psicoterapeuta Lindomar Darós aconselha que, se possível, o empregado procure o chefe ou um funcionário de cargo intermediário com quem possa conversar. "É importante mapear as pessoas em quem se confie e tentar esclarecer, da melhor maneira, como as coisas devem ser, quais são suas funções, qual é o seu horário e o que não é o seu trabalho. Estabelecer território." Mas como fazer isso sem piorar a situação e acabar provocando ainda mais um clima de perseguição dentro da empresa?

"O tom não deve ser de crítica, vingança ou ameaça e, sim, de alguém que espera ver seu problema tratado com a devida atenção", explica a consultora de comportamento profissional do Etiqueta Empresarial, Maria Aparecida Araújo. Ela recomenda que o funcionário junte documentos que provem o assédio moral e leve os papéis para a conversa. "Inicialmente, é necessário que o funcionário traga elementos concretos e não afirmações fortuitas. Recomendo que ele colha o máximo de elementos para basear a sua acusação. Isso pode ser feito através de e-mails trocados com a pessoa que o estiver assediando, gravação de conversas e filmagem oculta. Com os documentos em mãos, a conversa por si só tomará um aspecto mais sério, evitando a necessidade de sair do tom e qualquer tipo de exaltação".

Maria Aparecida acredita que o ideal é procurar alguém do setor de Recursos Humanos para expor o assunto. "Informe o fato, solicitando providências. Nessa oportunidade, o empregado deverá estipular um prazo para voltar a procurar essa pessoa, a fim de obter um relato das medidas tomadas e soluções efetivas para a eliminação do problema".

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últimos comentários (7)

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  • lanzinhaE
    lanzinhaE comentou:
    21/10/2009 | 15:27

    Fui vítima de Assédio Moral,na empresa onde trabalhava(pois estou afastada pelo Inss com Sindrome burnout) decorrência do Assédio Moral).A empresa me despediu por justa causa alega não saber o que está acontecendo comigo(pura mentira)sou professora ,e fico envergonhada por ter tido medo e desconhecer a causa,foi minha psiquiatra que me abriu os olhos,agora aguardo os procedimentos de minha advogada.Nenhum patrão tem direito a humilhar ninguém.FORÇA GENTE VAMOS NOS UNIR CONTRA ESSE TIPO DE HUMILHÇÃO.


  • socorro manhosa
    socorro manhosa comentou:
    19/10/2009 | 13:16

    nossa adorei essa informaçao sobre assedio moral...era o que precisava para resolver o que estava esperando,pois ha poucos dias fui vitima de assedio moral.


  • socorro manhosa
    socorro manhosa comentou:
    19/10/2009 | 13:15

    nossa adorei essa informaçao sobre assedio moral...era o que precisava para resolver o que estava esperando,pois ha poucos dias fui vitima de assedio moral.


  • novo comentário

    Você
    :D


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