Amor e dinheiro

Casal de cantores do Letuce ensina como não deixar a relação azedar por falta de grana
por admin

Quem assiste aos shows do Letuce, banda formada pelo casal Letícia Novaes e Lucas Vasconcellos, sai com aquela sensação de "o amor está no ar". Juntos há mais de três anos, eles lançaram o álbum "Plano de fuga pra cima dos outros e de mim" em 2010 e tem conquistado dezenas de fãs com suas letras autobiográficas sobre o amor.

Sem medo de dar um passo à frente, o casal que já é queridinho da cena musical alternativa carioca, se prepara para juntar as escovas de dente. O refúgio da dupla será um apartamento - comprado meio a meio - localizado no bairro do Rio Comprido, Zona Norte do Rio de Janeiro, afinal "está muito caro morar na Zona Sul", na opinião de Letícia que garante que o novo lar tem todas as características que eles buscavam: verde, conforto e proximidade com todos os bairros.

Falando assim, fica fácil imaginar o casal em um comercial de magarina, por isso o convidamos para uma conversa que ainda hoje é um tabu nos relacionamentos: o dinheiro.

Mesmo a independência financeira alcançada pelas mulheres não diminuiu aquela saia-justa na hora de pagar a conta, principalmente no início da pequera. Ele, ela ou quem ganhar mais?

DINHEIRO NO BOLSO

Pois bem, para evitar que um namoro ou casamento azede por questões meramente financeiras Letícia opina: "Acho que o principal é não ter medo de se expor. Eu já emprestei dinheiro ao Lucas e já pedi emprestado a ele. O importante é ter um equilíbrio e lidar de uma maneira fraterna, nunca tive vergonha".

Letícia, que além de cantar se apresenta em espetáculos de humor e dividiu a tela de cinema com Cleo Pires na comédia "Qualquer Gato Vira-lata", acredita que uma das dicas mais importantes para não haver atrito é abrir a mão, caso o outro esteja em um momento de aperto. "Já teve época em que levávamos água de casa para o estúdio para não precisar gastar R$ 3. Às vezes estamos sem grana, então não é preciso ir num restaurante. Por que não comprar alguma coisa no supermercado e fazer um jantar em casa?", indica.

"Desde o começo do namoro tudo é dividido, acho que a Letícia nunca quis criar uma relação de débito comigo, de ficar devendo alguma coisa. A gente divide todas as contas, que não são tão dispendiosas assim. Claro que sou à favor da gentileza masculina e gosto de convidá-la para sair e pagar tudo", revela Lucas que desfaz o mito de que as mulheres são mais consumistas.

ELE POUPA, ELA POUPA

"Eu gasto muito mais que ela, mas com instrumentos, ela gasta mais com roupa, cuidados de beleza como unha, depilação", conta o músico que confessa que é a namorada quem compra todas as suas roupas. Mas ele paga depois? "Acaba ficando tudo como presente", fala Lucas dando risada. A reforma do apartamento, por exemplo, está sendo fiscalizada pelo sogro junto com Letícia, e Lucas garante que confia plenamente no gosto da parceira.

Sobre a possibilidade de uma conta conjunta, uma vez que eles recebem o mesmo cachê, a ideia é descartada por ambos. "Não acho necessário essa burocracia hoje em dia", ressalta Lucas e Letícia faz coro: "Não sei se é preciso, talvez o dia em que tivermos um filho". Letícia tem previdência privada e já emprestou o cartão de crédito ao parceiro e vice-versa.

"Sei a senha do cartão dele, mas nunca usei", afirma a moça e brinca ao dizer que faz planos para, se um dia, ganhar a Mega-Sena. "Acho bom fazer planos, de sei lá, ir para a Grécia, jogo na Mega-Sena, já ganhei a Quadra duas vezes, certa vez ajudei ele a comprar uma guitarra, mas depois ele me pagou. Quando o amor é explícito você baixa a guarda, se acalma e não faz do dinheiro um problema", filosofa Letícia.

A única reclamação é com as compras no supermercado: "O Lucas quando vai fazer compras acaba comprando só o que ele gosta, eu me preocupo em comprar coisas para ele", frisa Letícia que acredita que o bom humor é a melhor forma de dar um toque quando o namorado esquece de comprar o iogurte dela. E para aqueles casais onde um acaba levando aquela marca de qualidade duvidosa para casa? "Tudo é a maneira de falar, acho tranquilo sacanear o outro se ele compra uma marca pior. Quando brincamos fazemos com que a coisa não se torne tão importante assim", indica Letícia.

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