Dinheiro

À beira de um ataque de nervos

por Carolina Mouta | 06/06/2008

Seu trabalho está te deixando estressada? Saiba como se proteger!


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E para aqueles que querem fugir do estresse mas não podem largar tudo e relaxar em uma rede, aqui vai o conselho de Sandra. "Usar agenda, gerenciar o tempo e priorizar tarefas são fatores que ajudam. Podemos usar o horário de almoço para uma caminhada, uma leitura leve, um olhar observador para a natureza, nem que seja o vasinho de cactus que fica na mesa ao lado. Às vezes, precisamos de momentos a sós, que são bem mais benéficos do que almoçar com os colegas e ficar falando mal do chefe", comenta.

“É comum encontrarmos colegas com dores nas costas, enxaquecas, rinites, labirintites ou estranhos zumbidos no ouvido que surgem repentinamente. O problema se agrava quando o estresse persiste por muito tempo”

Sandra acredita, ainda, que o grande problema dos estressados é não saber como se recuperar das situações que levaram ao extremo. "O rato, por exemplo, diante do gato, terá seu coração disparado, bombeando mais sangue, aumentando o oxigênio no corpo e dando mais energia à musculatura para ajudá-lo a fugir e sobreviver. Quando consegue se salvar, ele corre para se esconder, se recuperar, se alimentar e descansar, até vir outro gato. Nesse caso, o estresse garantiu a sobrevivência do pequeno animal e demonstrou que o período de recuperação é necessário. Nós, que temos o livre arbítrio, não sabemos nos proteger e passamos de um estresse para o outro sem descanso. Parar para almoçar, um pequeno intervalo de manhã e à tarde, dormir e se alimentar bem, tirar férias, de preferência divididas em dois períodos, é o ideal", ensina a consultora.

Gisele vai seguir os passos do rato. Resolveu se recuperar. "Agora, estou colocando em prática uma proposta de crescimento pessoal. Isso inclui ficar um tempo longe de trabalho, fazer uma viagem grande. Não estou dizendo que se você está estressada a solução é parar de trabalhar. Esta decisão faz parte deste momento particular", esclarece.

Os diagnósticos de estresse vêm junto com a perda da concentração e o comprometimento do rendimento do profissional. Por conseqüência, a empresa que não se preocupa com a qualidade de vida dos funcionários terá produtividade, qualidade, competitividade e lucro comprometidos. "Dessa forma, a companhia deixa de economizar com gastos médicos, deixa de aumentar sua produção e tem um maior índice de funcionários afastados por problemas de saúde e/ou psicológicos. Não é possível esperar comprometimento, criatividade, se não houver saúde e tranqüilidade no ambiente de trabalho", diz Sâmia Simurro.

O funcionário faz a parte dele a empresa dá um empurrãozinho. Por que não? "É possível implementar Ações de Gerenciamento de Estresse dentro dos Programas de Promoção de Saúde e Qualidade de Vida nas empresas. Estes programas criam uma cultura de bem-estar, em que os colaboradores adquirem hábitos mais saudáveis, melhoram os relacionamentos, alcançam melhor estabilidade emocional, aumentam sua motivação para o trabalho e para a vida, melhoram sua auto-imagem e auto-estima", aconselha Sâmia.

E como o mundo corporativo está mais aberto atualmente, as chefias têm dado voz aos funcionários e uma conversa para eleger prioridades não é mais um bicho-de-sete-cabeças. Assobiar e chupar cana ao mesmo tempo, nem pensar! Evite a sobrecarga. Quando estiver assoberbado, pare e respire. Comece pelo começo. Lembre-se que o estresse pode levar a outras doenças mais graves.

Então, cuide-se. "Os problemas osteomusculares, alérgicos, gástricos, intestinais, respiratórios e neurológicos são alguns exemplos desses prejuízos. É comum encontrarmos colegas com dores nas costas, enxaquecas, rinites, labirintites ou estranhos zumbidos no ouvido que surgem repentinamente. O problema se agrava quando o estresse persiste por muito tempo, podendo acarretar doenças graves, como o infarto do miocárdio ou alguns tipos de câncer", relata Sâmia.

E se você chegar à conclusão de que seu problema é com a empresa, faça como a nossa amiga Gisele: parta para outra. "Resolvi que com esse estresse eu não queria lidar e resolvi deixar aquele trabalho. Foi estressante sair, mas também foi uma decisão bem pensada, da qual não me arrependo", afirma. Segundo a psicóloga Sâmia Simurro, aumentar a satisfação profissional é uma das principais ações para combater o estresse. E Gisele assina embaixo: "A vida agora é outra"!

* Os nomes foram trocados a pedido das entrevistadas.


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últimos comentários (5)

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  • nepomuceno90
    nepomuceno90 comentou:
    13/06/2008 | 17:35

    ADOREI SABER QUE EU NÃO SOU A UNICA A SOFRE DESSE MAL TERRIVEL.EU CHEGUEI Á PROUCURA UM PSIQUIATRA ,EOI UMA BARRA.!!!!


  • Jannye_aquariana
    Jannye_aquariana comentou:
    12/06/2008 | 23:04

    Há quase um ano passei por uma situação semelhante a descrita na matéria. Quando cheguei no meu limite explodi com o pessoal que trabalhava comigo, virei as costas e falei que lá não voltaria mais. Fui atrás de outro emprego, e na semana seguinta estava empregada. Hoje continuo no mesmo trabalho, gosto do que faço. Lógico que tem dias que o stress é inevitável, mas nada que posso atrapalhar.
    Com isso aprendi que quando não nos sentimos bem com algo, o melhor a fazer é cair fora o quanto antes.


  • marcella_mcl
    marcella_mcl comentou:
    11/06/2008 | 15:31

    Recentemente fui demitida injustamente, trabalhando na área comercial, meus relatórios não tinha pra ninguém, sempre ultrapassando as metas da empresa, estava tudo ótimo, quando recebi a informação no final do expediente que eu não precisaria voltar mais na empresa e que seria demitida por redução do quadro de funcionários. Neste quadro de funcionários, tinha pessoas que faltavam pra caramba, iam trabalhar bêbados, não batiam metas a meses e destratava o cliente. Claro que questionei, mas o gerente não deu nem uma chance p/ mim e me disse que era decisão dele e pronto. Até hoje me sinto injustiçada, sempre que lembro desse dia choro muito e ainda sofro por isso. O pior de toda essa história era saber que eu concorria a uma vaga que tanto almejava - faltava apenas um mês para o acontecido. Atualmente estou correndo para me recolocar no mercado de trabalho, sei que não está fácil, mesmo assi, eu não desisto porque sei que tenho capacidade suficiente para buscar empresas melhores.


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    :D


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