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De 1 a 15 de setembro, o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) promove a Semana do Peixe, para incentivar o seu consumo e reforçar sua importância para a saúde. Rico em proteínas, o peixe também é fonte de vitaminas A, B e D, além de conter vários minerais, como cálcio, fósforo, iodo e cobalto, necessários para o organismo. Menos gorduroso que frango e carnes vermelhas, o peixe é digerido com mais facilidade e auxilia o controle do colesterol no sangue. Um prato cheio para a saúde!
Teste: você sabe se alimentar?
De acordo com dados do MPA, o brasileiro consome sete quilos de pescado por ano. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda 12 quilos por pessoa. Segundo o ministério, com ações como esta, o órgão pretende elevar o consumo anual para nove quilos por pessoa até 2011 e ainda aumentar em 40% a produção de pescado nos próximos quatro anos.
Com a Semana do Peixe, o ministério quer atrair consumidores com promoções em vários supermercados do país, além de incentivar festivais gastronômicos, sempre com a distribuição de folhetos explicativos com orientações e dicas de como escolher um bom pescado.
Alimento para todas as fases da vida
Seu consumo deve ser adotado desde a infância, para conferir à criança disposição e proteger do risco de anemia; e acompanhar as pessoas até a terceira idade, por diminuir o risco de demência e mal de Alzheimer. Assim, de acordo com a nutricionista Ingrid Maia, o consumo de peixes deve ser um hábito adotado por todos, já que o alimento é proteico com um aporte de gorduras saudáveis ao organismo, dentre elas as da família n-3, também conhecidas como Ômega-3, presentes em peixes como salmão, sardinha, atum e anchova. "Essas gorduras reduzem o risco de doenças cardíacas e de arteroesclerose (endurecimento das artérias), além de diminuir o aparecimento de enfermidades de origem inflamatória em geral e ter influência benéfica em relação a várias outras", afirma.
Escolha e preparo
De fato, não faltam predicados a essa carne tão macia e nutritiva. Mas, para se ter certeza de que está realmente adquirindo um produto de boa qualidade, deve-se prestar atenção em alguns fatores. Inicialmente, é importante observar a conservação do alimento, sempre no gelo e protegido do sol. A cor deve ser branca ou rosada. Do mesmo modo, a textura de sua pele deve resistir à pressão dos dedos. Os olhos também são focos de atenção, e precisam ser brilhantes e transparentes. Após a compra, o alimento pode ser mantido em geladeira ou congelador.
O limão é um ótimo condimento para o peixe. Junto ao sal, faz uma parceria básica, mas eficiente para temperar e deixar a carne mais tenra. Serve ainda para remover seu odor. Só não esqueça de lavar bem as mãos após manuseá-lo, pois pode causar queimaduras e deixar manchas.
Para cozinhar ou ensopar o peixe, é possível retirá-lo direto do congelador para a panela. Em outros casos, deixe-o descongelando na geladeira. Mas nada de colocá-lo em água corrente para acelerar o processo, pois a carne pode estragar. E lembre-se: depois de descongelado precisa ser consumido em seguida, evitando o risco de desgaste e contaminação. Nada de guardar de volta no freezer. Descongelou, tem que consumir!
A nutricionista Ana Cristina Teixeira indica dourado, linguado, robalo, pescada, garoupa, badejo, manjuba e vermelho, entre outros, por serem peixes magros. Ela afirma que, para manter uma dieta saudável, o consumo de peixes deve ser feito duas vezes por semana, e sempre grelhados ou assados. "Quando fritos, os peixes perdem sua função nutricional e aumentam muito seu valor calórico, prejudicando a digestão", complementa.
Expresso oriente
Como falar de peixe e não falar de sushis e sashimis? A cozinha japonesa já faz parte também dos hábitos alimentares ocidentais. Para acabar de vez com as dúvidas, sushi é um arroz misturado com vários ingredientes frescos, geralmente frutas, peixes ou frutos do mar. Já o sashimi é o próprio corte do alimento cru, servido com molho.
Mas, como surgiram essas inusitadas combinações? Bem, o fato de o Japão ser um arquipélago com geografia montanhosa não facilita a agricultura ou a pecuária. Assim, a alimentação do povo deriva principalmente de pescados, já que são de fácil acesso. O arroz é obtido devido ao fato de se desenvolver bem em áreas pequenas. Portanto, nada mais lógico do que juntar os dois, incluindo também algas e frutas, muito empregadas nas receitas orientais.
Outra curiosidade é o fato de que antigamente, para ser transportado, o peixe era conservado em arroz cozido, já que este libera ácido acético e láctico, que servem para garantir a qualidade da pesca por mais tempo.
No entanto, não são só os japas que valorizam tanto a alimentação natural. De acordo com a nutricionista Ingrid Maia, os chineses também adotam o peixe como fonte essencial de nutrição. "Segundo a dietética chinesa, peixes em geral tonificam o Qi, um tipo de energia presente no corpo todo, e, da mesma forma, ajudam a Energia do Pi, relacionada a baço e pâncreas", finaliza a nutricionista.
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