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Você vive lutando contra a balança com as mais diversas armas: dá-lhe dieta, malhação, meditação, cremes redutores, tratamentos emagrecedores, chás milagrosos... Mas nessa batalha ela é sempre a vencedora, pois o ponteiro insiste em não descer. Na contramão do seu problema, existe aquela amiga que não engorda de jeito nenhum - não faz nada e come tudo – e parece até que está mais magra que da última vez. Só que, atenção, esses dois perfis podem não significar apenas uma questão de sorte, mas pode ser algum desequilíbrio da glândula tireóide, responsável em regular diversos processos do nosso organismo.
Com o formato de uma borboleta, medindo apenas cerca de cinco centímetros e pesando de 15 a 30 gramas, a tireóide é uma glândula do nosso sistema endócrino localizada ao longo da base do pescoço, na frente da traquéia, logo abaixo do popularmente conhecido "pomo de Adão". Localizou? Pois bem: ela produz os hormônios tireoidianos, que circulam pela corrente sangüínea e atuam nas células, nos tecidos e nos órgãos de todo o corpo, desempenhando um importante papel no controle do metabolismo. Isto é, é ela quem diz ao nosso corpo em qual velocidade ele pode trabalhar e como ele deve usar a energia que possui. A maior ou a menor queima das calorias consumidas naqueles dias de festa ou TPM, portanto, também deve-se à pequena tireóide.
Fique tranqüila: é claro que, se funcionando bem, a tireóide não apresenta nenhum efeito desagradável. Alguns fatores, porém, podem fazer a glândula trabalhar de forma errada, como a herança genética, o consumo exagerado de medicamentos irregulares para emagrecer, e a pouca ingestão de iodo - um componente essencial para a produção dos hormônios tireoidianos ativos (o T3 livre e o T4 livre). O iodo deve ser consumido em 150 mg por dia, quantidade que pode ser encontrada em cerca de 2,5 gramas a 7 gramas de sal.
Por causa desses e outros fatores, a tireóide pode passar a não funcionar corretamente e, conseqüentemente, acabar produzindo uma taxa muito inferior ou muito superior dos seus hormônios, em comparação com a quantidade diária adequada, que varia de 15 mg a 30 mg do triiodo tironiina (T3) e de 70mg a 90mg do hormônio tiroxina (T4). Com uma taxa muito alta desses hormônios, o metabolismo do corpo se acelera e ocorre o fenômeno chamado de hipertireoidismo. Caso contrário, se a taxa hormônios for baixa, ocorre o hipotireoidismo, e o metabolismo do corpo tem a velocidade reduzida.
Problemas nos dois extremos
Se não tratadas corretamente, estas duas doenças podem gerar diversos e sérios danos para a saúde, variando de pessoa para pessoa. O hipotireoidismo, por exemplo, pode provocar o aumento nos níveis de colesterol, doença cardíaca, infertilidade, fadiga, ganho de peso, depressão, intolerância ao frio, queda de cabelo, unhas quebradiças etc. Já o hipertireoidismo pode provocar aumento da freqüência cardíaca, nervosismo, fraqueza muscular, sudorese, perda de peso, tremores, alterações na pele, diminuição do fluxo menstrual, bócio, queda de cabelos e diarréia, entre outros.
A publicitária Anna Beatriz Nahuz, de 30 anos, por exemplo, descobriu que tinha hipotireoidismo há menos de um ano. A má alimentação e o estilo de vida sedentário foram determinantes. Ela, porém, afirma que apenas segue orientação médica em visitas regulares (uma vez por mês) e ainda não toma nenhum medicamento. Segundo ela, os sintomas mais desagradáveis são pressão baixa, dor de cabeça, alterações de humor e de comportamento. "Percebo mudanças no humor, pressão baixa e dores, principalmente", diz ela, que iniciou há pouco tempo uma dieta balanceada para controlar melhor o peso.
No início, por serem mais sutis estes sintomas (cansaço, indisposição, leve depressão e alteração no peso), as pessoas costumam os atribuir ao estresse e aos efeitos da vida moderna. Assim, se acostumam e não procuram um médico a princípio, demoram a fazer os exames indicados e até a iniciar um tratamento quando preciso. Enquanto isso, outros sintomas vão surgindo ou piorando de forma gradativa. Por isso, a atenção aos sinais do corpo e à boa alimentação, as visitas ao médico e a realização de exames freqüentes de dosagem hormonal é sempre importante!
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