Pílula do dia seguinte: tire dúvidas

Muitas dúvidas surgiram a respeito da pílula do dia seguinte e a Dra. Mariana explica cada uma delas. Veja o que as leitoras querem saber
por Redação

O que significa pílula de emergência?

São pílulas que podem ser usadas para evitar uma gravidez fora de hora quando: a mulher tiver uma relação sexual com penetração vaginal e não estiver em uso de nenhum método anticoncepcional; se o método que ela estiver usando falhar (a camisinha rompeu, o diafragma deslocou, esqueceu de tomar a pílula mais de dois dias etc) e em casos de violência sexual.

Ela é mais conhecida como pílula do dia seguinte. O problema é que ao utilizar este nome, se tem a impressão de que só pode ser usada no dia seguinte, quando na verdade, ela pode ser utilizada até o quinto dia após a relação sexual sem proteção.

Leia também:

Quando o uso da pílula do dia seguinte é indicado?

Ginecologistas respondem 10 dúvidas sobre ovulação

Entendendo o seu corpo: período fértil

Como funciona a pílula do dia seguinte? Ela é abortiva?

Os estudos mais recentes mostram que a pílula de emergência age através da inibição ou atraso da ovulação e não tem nenhum efeito sobre a implantação do óvulo fecundado (após ter encontrado o espermatozóide) dentro do útero. De acordo com a definição da Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde e outros órgãos respeitados na comunidade científica, a gravidez só se inicia com a implantação do óvulo fecundado dentro do organismo da mãe. Como a pílula de emergência não interfere na implantação, ela não pode ser considerada abortiva.

Quem pode utilizar a pílula de emergência? Ela faz mal ao organismo?

Não existe nenhuma contra-indicação ao uso da pílula de emergência. Até quem tem contra-indicação ao uso das pílulas comuns pode fazer uso dela quando necessário. A ressalva que faço é com relação ao uso repetido. Nestes casos, pode desregular a menstruação e aumentar a chance de gravidez. Ainda não existem estudos mostrando se isto pode trazer algum prejuízo à saúde da mulher. Por isso, é melhor se proteger com um método regular (como, por exemplo, o DIU, a pílula anticoncepcional, a camisinha e a injeção) e deixar a pílula de emergência somente para as situações de emergência!

Quais são os efeitos colaterais?

As mulheres que utilizaram este método podem apresentar: enjôos, vômitos, dores de cabeça e nas mamas, cansaço, entre outros. Estes efeitos não acontecem em todas as mulheres e geralmente desaparecem em 24 horas. Caso a mulher tenha vômitos em menos de uma hora depois de tomada da pílula, é recomendável que ela tome novamente.

Mesmo tomando a pílula do dia seguinte, a mulher corre o risco de engravidar?

Sim. Quando tomada dentro das primeiras 24 horas após a relação sexual em dose única (os dois comprimidos de uma vez) ou dividida em duas doses com intervalo de 12 horas entre as tomadas, a chance de prevenir a gravidez é em torno de 90%. Quanto mais o tempo passar, maior a chance de falhar.

Ao utilizar a pílula de emergência, estarei protegida até a chegada da menstruação?

Não. A pílula de emergência não tem efeito acumulativo. Ela só vale para aquela relação sexual que foi objeto do seu uso. Se acontecer outra relação desprotegida, ela terá que ser tomada novamente. Mas lembre-se: quando usada repetidas vezes pode aumentar a chance de gravidez! Converse com seu/a ginecologista. Ele/a é a pessoa mais indicada para ajudá-la a escolher um método anticoncepcional eficaz e adequado às suas necessidades.

Dra. Mariana Maldonado é médica ginecologista e obstetra, especializada em Sexologia e Homeopatia.

e-mail: dra.mariana@marianamaldonado.com.br

site: www.marianamaldonado.com.br

 

Assista também: Conheça a sexualidade dos signos

Matérias Recomendadas

Facebook Comments