Rotavírus

Vômito, diarréia e febre alta. Muita atenção aos sintomas dessa doença

por Redação

Vômitos, diarréia intensa e febre alta. Estes são os sinais da infecção por rotavírus, o agente viral mais associado à diarréia infecciosa aguda entre crianças pequenas. Mas alguns adultos também podem ser acometidos pela doença, com sintomas um pouco mais brandos. Para quem nunca tinha ouvido falar nesse vírus, aí vai um dado alarmante: esta infecção é causa de elevadas morbidade e mortalidade, tanto em países desenvolvidos quanto nos subdesenvolvidos, resultando, anualmente, em 1 milhão de mortes em todo o mundo. Ou seja, é um problema grave de saúde pública. A boa notícia é que, a partir de hoje, 6 de março, o Ministério da Saúde vai disponibilizar a vacina contra o rotavírus na rede pública.

Como se pega?

Os rotavírus são encontrados em alta concentração nas fezes de crianças infectadas e possuem vários meios de transmissão: pela via fecal-oral, por água e alimentos, pelo contato físico, por objetos contaminados e, provavelmente, também por secreções respiratórias. “A excreção máxima do vírus acontece no terceiro ou no quarto dia após o aparecimento dos primeiros sintomas. No entanto, ele pode ser detectado nas fezes do paciente mesmo após a completa resolução da diarréia”, explica o gastroenterologista Gerson Domingues.

O médico informa que estudos relacionados à história natural da doença têm demonstrado que a incidência do rotavírus tende a se reduzir com a idade. “Isso explicaria porque, após exposição repetida ao vírus, há desenvolvimento de imunidade, fazendo com que os episódios seguintes sejam progressivamente menos graves, culminando com infecção assintomática nos adultos”, revela. Portanto, os casos que merecem maior atenção ainda são os de crianças pequenas, que não possuem muita resistência ao vírus.

Crianças pequenas, as maiores vítimas

A faixa etária mais atingida pela diarréia do rotavírus é a de crianças entre seis meses e dois anos de idade. Em seguida, estão os lactentes de menos de seis meses, possivelmente mais protegidos pelos anticorpos do leite materno. Segundo o médico Guilherme Penna, do CTI da Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, as manifestações clínicas do rotavírus não são específicas. “Elas variam desde infecções leves até uma grave desidratação, podendo levar ao óbito”, afirma.

Sintomas

O período de incubação do rotavírus varia entre um e três dias. Entre crianças de seis meses a dois anos, que são os casos clássicos, é freqüente um quadro abrupto de vômito precedente à diarréia, que é aquosa e explosiva e dura entre quatro e oito dias. Há, também, a presença de febre alta. De acordo com o Dr. Gerson Domingues, crianças prematuras, de baixo nível sócio-econômico ou com deficiência imunológica estão mais sujeitas ao rotavírus. Uma vez contaminada, a criança pode apresentar novamente a doença, porém o primeiro episódio é sempre o de maior gravidade.

Diagnóstico

A melhor maneira de descobrir a infecção por rotavírus é fazer exames laboratoriais específicos, que investigam a presença do agente infeccioso nas fezes do paciente. E a época ideal para isso é nos primeiros quatro dias de manifestação da doença, período em que acontece maior excreção viral.

Segundo o Dr. Gerson Domingues, não há terapêutica específica para combater o rotavírus, pois a doença é autolimitada. Para ele, o principal aspecto do tratamento é prevenir a desidratação e os distúrbios eletrolíticos causados pela diarréia intensa. “Mas, dependendo da gravidade, pode ser necessária a internação hospitalar para hidratação e correção dos distúrbios eletrolíticos do paciente”, assinala. No entanto, tratamentos que visam a regeneração da flora intestinal – por meio de doses maciças de microorganismos, como o Saccharomyces boulardii – têm se mostrado bastante eficientes na recuperação dos doentes. A duração do tratamento depende do quadro clínico. “A terapia dura o tempo dos sintomas, em geral até oito dias”, destaca o Dr. Gustavo Nobre, chefe do CTI da Casa de Saúde São José, no Rio.

A vacina

O Ministério da Saúde está disponibilizando, a partir de hoje, 6 de março, a vacina contra o rotavírus na rede pública de saúde. O medicamento, fabricado por um laboratório internacional, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Antes de entrar no mercado, a vacina foi testada em crianças dos cinco continentes e teve eficácia e segurança comprovadas.

Recém-nascidos atendidos pelo SUS terão direito a duas doses: a primeira aos dois meses e a segunda aos quatro meses. A aplicação, feita por via oral, é gratuita.

Prevenção

Algumas atitudes podem ser tomadas para que a infecção pelo rotavírus seja controlada. Os médicos Gerson Domingues, Gustavo Nobre e Guilherme Penna fizeram uma lista de procedimentos que podem ser aplicados no cotidiano, de forma a evitar o alastramento da doença, e o que fazer em caso de infecção:

- Normas rígidas de higiene no cuidado com crianças, sobretudo em creches, escolas e outros ambientes de estreito convívio entre elas;

- Encaminhamento imediato de crianças com diarréia ao serviço médico, para o diagnóstico laboratorial da doença e tratamento, bem como seu afastamento da escola/creche a fim de prevenir novos casos e surtos;

- Controle da água e dos alimentos;

- Destino adequado do esgoto;

- Manter o aleitamento materno, que parece ser importante no controle da doença, em função dos altos níveis de anticorpos;

- As mães devem ser orientadas a oferecer imediatamente o soro caseiro ou sais hidratantes e água tratada para prevenir a desidratação;

- Em caso de infecção pela doença, não suspender a alimentação.

Comentários

  1. disse:

    É muito bom esclareceer a respeito da doença, mas fui levar o meu filho para vacinar e me disseram que ele não podia pois já tinha passado o tempo certo ele completou 4 meses e não tinha tomado nem uma dose, portanto não sei qual seria o procedimento correto pois o médico disse que ele poderia tomar e no centro de saúde disseram que não, e agora como devo proceder alguém tem alguma informação certa a respeito?

  2. disse:

    Eu acho um absurdo, que só criancas de 0 a 3 meses tenham direito, acho que deveria se estender até , pelo o menos os 2 anos, já que é grande o numeros de criancas acima de 6 meses que tem essa doenca.

  3. disse:

    A vacina está disponível em todos os Estados?Moro no interior do PR,será que aqui já tem?

  4. disse:

    Nossa, que horror!!! Nao sabia que era tão séria a doença. Vamos torcer para que os postos ofereçam sempre a vacina. No rio, a vacina acabou chegando atrasada.

  5. disse:

    Noss… Muito legal essa matéria!!! A mulher do meu pai já teve isso 3 vezes!!! É horrível na primeira vez ela teve que passar 24 hs no soro… Realmente, é horrível e necessário se proteger!!!

  6. disse:

    muito interessante…

  7. marcialinda disse:

    Pelo que me consta, a vacina só pode ser dada no bebezinho não por contenção de custos, mas porque depois ela não é válida/não faz efeito, assim me explicou o pediatra. Tive que pagar a primeira dose quando meu filho tinha 3 meses, para tomar a 2a. de graça no posto agora, aos 5 meses. Se eu esperasse chegar no posto, pela idade dele, não poderia dar nenhuma dose…

  8. disse:

    quais os efeitos colaterais desta vacina? andam dizendo que pode dar nó nas tripas. Vcs já ouviram falar disto?

  9. disse:

    credo…. será? melhor procurar um médico.

  10. disse:

    Muito legal essa matéria. Eu nunca tinha ouvido falar desse vírus. Valeu pela dica.

  11. disse:

    Muito interesante essa matéria. A cada dia gosto mais desse site que deixaa mulher informada sobre todo tipo de assunto.

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