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Todo cuidado é pouco quando o assunto é a pele. Dermatologistas estão sempre alertando para a importância do uso do filtro solar, por exemplo. No entanto algumas doenças podem ser um pouco mais graves, caso da psoríase. O termo ganhou evidência nas últimas semanas quando a socialite americana Kim Kardashian foi clicada com manchas rosadas em uma das pernas.
Kim veio a público revelar que sofre de psoríase, assim com sua mãe, e confessou que os preparativos para o casamento com o jogador de basquete Kris Humpries a deixaram com os nervos à flor da pele.
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De acordo com o médico dermatologista Marco Antônio de Oliveira, os fatores que levam à psoríase são vários - de uma "janela imunológica que é aberta, como fatores genéticos e hereditários". As lesões costumam ser avermelhadas e arredondadas e geram descamação e coceira. A intensidade varia entre partes localizadas do corpo como pernas, couro cabeludo e cotovelos, e em casos mais graves atinge o corpo inteiro.
TODAS AS IDADES
Não existe faixa etária determinada para o início da doença, crianças e adultos podem ser acometidos, um paciente pode manifestar a psoríase na adolescência, caso da assessora de imprensa Laís Mauríllio; ou na vida adulta como o militar Rafael Piedade, que sentiu os sintomas pela primeira vez aos 29 anos.
Geralmente a doença acompanha a pessoa durante toda a vida. "O tramento costuma ser feito com cremes tópicos e em alguns casos com medicamento via oral. Existe um outro tipo de tratamento feito com injeções, que é mais caro e costuma gerar efeitos colaterais", explica Marco Antônio, que ressalta que a psoríase é crônica.
"O mais importante é o paciente não se deixar afetar muito e fazer o máximo para levar uma vida normal", frisa o especialista, que dá algumas dicas que podem ajudar, tais como: evitar banho muito quente ou muito demorado e abusar dos hidratantes.
O sol pode ser um bom alidado, desde que em horários indicados para a exposição. Laís, hoje com 30 anos, conta que "ficou arrasada" ao saber do dignóstico, que levou alguns anos para ser definido.
TODAS AS PARTES
No caso da assessora a área afetada é o couro cabeludo o que foi entendido pelos médicos como caspa. Ela chegou a perder o cabelo, porém os folículos capilares foram preservados. "Em alguns períodos tenho um crosta grossa e seca, em outros fina e molhada", exemplifica Laís. Ela usa corticóides tópicos uma vez por semana e garante estar satisfeitíssima: "Já tive muita vergonha, no início do namoro com o meu atual marido não deixava que ele encostasse na minha cabeça", revela Laís que tem caso de psoríase na família, sua mãe também faz tratamento para combater a doença.
No caso de Rafael, a psoríase surgiu em um momento de estresse elevado: o final de uma relação que envolveu briga judicial pela guarda da filha. "Tudo aquilo mexeu muito com o meu lado emocional, foi um processo difícil', relembra o militar de 31 anos que mostrou os primeiros sinais da psoríase nas costas, cotovelos, cabeça e pernas.
"O diagnóstico não foi tão rápido e no meu caso a psoríase causou uma artrite psoríasica", explica. A artrite causa dores nas articulações de Rafael que há um ano faz uso de medicação constante.
"A psoríase já sumiu em algumas partes e sou muito tranquilo em relação a isso. Não tenho mais vergonha e explico quando alguém me pergunta", afirma Rafael. Não existe cura para a doença e o doutor Marco Antônio faz um alerta. "Não dá para invertar moda e usar
remédios caseiros. Sempre digo que os pacientes precisam de muita paciência. A psoríase leva de semanas a meses para melhorar e exige disciplina e determinação".
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