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O medo de desenvolver um câncer de mama é comum entre as mulheres, principalmente por quem já viveu alguma situação semelhante seja com amigas, conhecidas, ou na própria família. E esta preocupação não é à toa: segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, ocorrem todo ano no mundo mais de um milhão de casos novos da doença, o que faz deste câncer o mais comum entre a população feminina e uma das principais causas de morte, inclusive no Brasil.
Não dá para saber quem vai ou não desenvolver um câncer de mama, mas existem alguns fatores que podem aumentar a chance da doença surgir. Uma delas é a história familiar, principalmente quando parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filhas) têm ou já tiveram a doença - o risco aumenta em 10%. A idade da mulher também é importante: quanto mais a idade avança, aumentam as chances de desenvolver um câncer de mama, principalmente entre os 50 e 69 anos.
Obesidade, fumo, ingestão regular de álcool, primeira menstruação em uma idade precoce, menopausa após os 50 anos, primeira gravidez após os 30 anos ou mulheres que nunca engravidaram também são considerados fatores de risco. É importante lembrar que apesar de raro, o câncer de mama também pode afetar os homens.
O que é possível fazer para se prevenir? Infelizmente, não há nenhum exame ou tratamento específico que possa realmente evitar o aparecimento deste câncer. O que se faz é o diagnóstico precoce, ou seja, quanto mais cedo se descobre o problema, melhor é a resposta ao tratamento e maiores são as chances de cura.
O exame clínico das mamas feito pelo médico e a realização anual da mamografia estão entre as formas mais eficazes de se fazer o diagnóstico precoce. Ambos devem fazer parte da rotina da mulher após os 40 anos. O exame clínico é capaz de detectar lesões superficiais de até um centímetro e a mamografia pode detectar lesões tão pequenas (com milímetros!), que ainda nem se transformaram em câncer, mas podem ter grande potencial para tal. A ultra-sonografia das mamas e a ressonância magnética podem ser úteis no diagnóstico, principalmente quando existem nódulos. As mulheres com fatores de risco devem ter atenção especial e, eventualmente, iniciar a rotina de exames bem antes das demais.
E quais são os sintomas do câncer de mama? A presença de nódulos ou caroços no seio acompanhado ou não de dores nas mamas, além de gânglios palpáveis nas axilas e alterações na pele podem ser sinais de um câncer já instalado. Neste estágio, a cura da doença pode ser muito mais difícil.
O auto-exame - aquele realizado pela própria mulher, uma vez ao mês, dez dias após a menstruação - apesar de importante e necessário, não deve, em nenhuma hipótese, substituir o exame clínico realizado pelo médico. Isto é, mesmo que a mulher faça seu auto-exame mensalmente e não encontre nada, ela deve continuar visitando o médico regularmente!
E lembre-se: a luta contra o câncer de mama começa com a nossa própria conscientização. Não deixe de fazer seus exames de rotina. Cuide da sua saúde!
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