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Uma doença séria, que além dos riscos de morte, atinge diretamente a autoestima dos pacientes. Como todas as formas do câncer, o tipo bucal tem as maiores chances de cura quando o diagnóstico é feito precocemente. Para auxiliar a população na prevenção do câncer de boca, o Instituto Conexão Saúde, com apoio do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional do Câncer (INCA), lançou a segunda etapa da campanha pelo autoexame “Sorria para si mesmo”.
Com cinco passos simples é possível localizar algum possível tumor. Além dos cuidados com a boca e a visita regular ao dentista, é importantíssimo manter uma alimentação saudável, evitar o tabagismo, a ingestão exagerada de bebidas alcoólicas e fazer sexo oral com proteção, já que o vírus HPV é um dos causadores da doença.
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Outro dado preocupante é a incidência do câncer de boca em mulheres, que vem crescendo bastante. De acordo com dados do INCA, em 2007, este era o oitavo tipo da doença com maior número de casos. Em 2011, já é o sétimo. A mudança dos hábitos femininos, como o aumento do número de fumantes, pode explicar esse aumento.
O INCA estima ainda que, a cada ano, a doença avance 30%, com pelo menos 14 mil novos casos. O pior: 85% das vezes, o diagnóstico é feito tardiamente. Nos Estados Unidos, 30% das mortes por câncer se devem a algum tumor na área bucal, que vai desde os lábios até ao fundo da boca.
“O mais preocupante é que esse é um câncer prevalente e que podemos diminuir sua incidência com prevenção. Vamos massificar a informação para toda a população, com campanhas contra o tabagismo, o excesso de bebidas alcoólicas e a exposição ao sol. Ao menor sinal, procure um médico”, alerta Gilberto Pucca, coordenador nacional de Saúde Bucal do Ministério da Saúde.
De acordo com ele, o Ministério da Saúde tem voltado seus esforços para informação e preservação da saúde bucal. Há cerca de dois meses, o ministro da pasta, Alexandre Padilha, assinou uma portaria que pretende levar a implantodontia aos pacientes do SUS. O tratamento é responsável pela fabricação de próteses bucomaxilofaciais para os pacientes, que muitas vezes sofrem com a completa desfiguração de suas faces para a retirada do tumor.
“Existe uma demanda secular para esse atendimento. Vamos começar aos poucos”, explica Pucca, que mostrou também dados sobre o atendimento do projeto Brasil Sorridente, que atende todo o país. “Já contamos hoje com 880 centros de especialidades odontológicas e vamos chegar a quase 2500 daqui a três anos”, garantiu.
O projeto Brasil Sorridente está dentro do programa Médico da Família e atende a 70 milhões de pessoas. “Há seis anos, contávamos com 5 mil equipes de dentistas do projeto em todo o Brasil. Hoje, são 21 mil, presentes em 86% dos municípios brasileiros, ou seja, pelo menos 4.800 cidades. A odontologia brasileira, se não é a melhor, é uma das melhores do mundo. Nosso desafio é levar essa excelência à toda população”, conclui Pucca.
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