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Lipoaspiração na barriga e culotes, rinoplastia, silicone. Cada vez mais comuns no dia a dia dos brasileiros, as intervenções estéticas vêm sendo usadas cada vez mais para corrigir alguns defeitinhos e aumentar a qualidade de vida de muitas mulheres e homens. Já existem técnicas para melhorar várias partes do corpo, inclusive as partes íntimas. Isso mesmo! O número de pacientes nos consultórios à procura de cirurgias íntimas aumentou cerca de 50% nos últimos dois anos, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Dr. Sebastião Nelson Edy Guerra.
"Cada vez mais, a mulher quer sua satisfação pessoal e liberdade. Antigamente, essa questão ficava escondidinha e elas só falavam com o ginecologista. Mas hoje, com a conquista da maior liberdade sexual e independência, houve esse espaço para a mulher melhorar e buscar perfeição em alguns pontos", aponta o médico.
Sebastião explica que existem basicamente dois tipos de cirurgia feitas na vulva: a redução dos pequenos e grandes lábios e o aumento ou diminuição do chamado monte de vênus. "Depois dos 45 anos, e principalmente após os 50, há uma flacidez natural do músculo da vulva, que deixa os lábios mais murchinhos mesmo. A cirurgia é basicamente estética e dá às pacientes confiança e auto estima. Elas saem muito mais felizes", conta o médico.
A redução dos lábios da vagina, a ninfoplastia, em mais de 95% dos casos, é usada para consertar assimetrias entre os lábios da vagina e não estão ligados à uma anomalidade, mas à questões estéticas. Sebastião conta que o grande desejo das mulheres é deixar a vagina com aspecto bem simétrico, com os pequenos lábios bem fechados. "Elas chegam no consultório falando detalhadamente o que querem. Depois da cirurgia, ficam horas olhando no espelho. Já teve uma paciente que me pediu para deixar os lábios parecidos com gomos de mexerica, bem arredondados e certinhos".
O monte de Vênus também pode ser lipoaspirado, caso a paciente queira diminuir o volume, ou receber enxerto de gordura - geralmente retirado da área do joelho - para as que querem aumentar o volume. Uma cirurgia mais delicada e menos recomendada é a de hipertrofia clitoriana.
Normalmente, o clitóris tem cerca de 0,5 centímetros, podendo chegar a 1 cm ou 1,5 cm. Muitas mulheres, no entanto, se incomodam com o tamanho do órgão e desejam diminuí-lo. A área é responsável pelo prazer feminino e tem milhares de vasos sanguíneos. É o clitóris que corresponde à glande masculina e um erro no procedimento cirúrgico pode ser irreversível. "Eu aconselho a não mexer, a não ser que seja realmente uma anomalia. É bom ter em mente que nesse tipo de cirurgia, não temos como voltar atrás", alerta Sebastião.
Mas só as mulheres mais maduras podem fazer a cirurgia? "Não. Muitas meninas mais novas procuram o médico para resolver alguma questão estética. O importante é que ela já tenha amadurecimento hormonal, ou seja, já tenha menstruado; e também passe por avaliação psicológica e outros exames de praxe, tudo com a autorização dos pais", explica o médico.
Sebastião alerta também para a importância de procurar bons profissionais. "Antes da cirurgia, procure saber as referências do cirurgião. No site do Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica ou pelo telefone 11 3044 0000, as pessoas podem saber se ele é especialista ou não. É importante perguntar se o profisssional é especialista, pois um membro pode ainda estar estudando. Com essas garantias, a paciente pode reclamar na sociedade caso haja alguma coisa errada".
Além das cirurgias na vulva - a área externa da vagina - outro procedimento também tem feito sucesso: a reconstituição do hímen. "Na verdade, não é uma reconstituição. Quando o hímen se rompe, as abas ficam atrofiadas, O médico então reaviva esse tecido e dá alguns pontos no local. É super rápido", garante Sebastião, lembrando que apesar do falatório na mídia, cada vez menos pacientes aderem à cirurgia.
Atualmente, não há especialização em cirurgia íntima, mas segundo Sebastião, todos os profissionais brasileiros estão aptos a realizar os procedimentos. “Todos os cirurgiões da sociedade estudam mais 5 anos, além da faculdade, e ainda passam por uma prova do conselho”.
Para quem não tem plano de saúde e não pode pagar a cirurgia, basta procurar um posto de saúde e se informar. A ninfoplastia está disponível no Sistema Único de Saúde, mas primeiro é preciso receber indicação médica para o procedimento.
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