Corpo e Bem-estar

O tratamento ideal

por Roberto Hegg | 30/10/2007

O tipo de tratamento depende do estágio em que se encontra a doença




Nas últimas duas décadas, a incidência do câncer de mama tem aumentado de maneira preocupante em quase todo o mundo. Nos Estados Unidos, esse número chega a aproximadamente 1% ao ano. Nos países desenvolvidos, o câncer de mama é a neoplasia mais comum entre as mulheres e é responsável por 18% de todas as mortes por câncer em mulheres. Entretanto, a taxa de mortalidade desses locais está em declínio desde a década de 90, em grande parte devido aos avanços tecnológicos nos diagnósticos, assim como melhor abordagem terapêutica, quer cirúrgica, quimioterápica, hormonioterápica ou radioterápica. Em 2006, o número de casos novos da doença foi de 49 mil casos, com um risco estimado de 52 casos novos a cada 100 mil mulheres.

Nos dias atuais, o tratamento cirúrgico do câncer de mama vem se tornando cada vez mais conservador na abordagem do tumor primário e dos linfonodos axilares, portanto, é muito menos agressivo. Este tratamento conservador deve obedecer a critérios rígidos quanto à sua indicação, sem comprometer o controle locorregional e a sobrevida das pacientes.

“O tratamento conservador do câncer de mama é um método apropriado de terapia primária dos tumores de mama de estágios I e II (isto é, de até três centímetros) e é preferível porque proporciona sobrevida equivalente à da mastectomia radical, ao mesmo tempo que preserva a mama”

Conceitualmente, o fator mais importante na determinação do prognóstico das pacientes com câncer de mama é a presença de metástases nos linfonodos axilares. Além disso, também seleciona as pacientes para o tratamento adjuvante, previne a recorrência regional e, por fim, a potencialidade completa da erradicação do câncer de mama, melhorando a sobrevida.

Nas pacientes que desenvolveram a doença, a sobrevida é inversamente proporcional ao número de linfonodos metastáticos. Esta informação é essencial para conduzir o tratamento adjuvante em pacientes com carcinomas iniciais. O diagnóstico desses cânceres ainda incipientes vêm aumentando em decorrência do uso cada vez mais freqüente do rastreamento mamográfico. Neles, o benefício da quimioterapia é mínimo se os linfonodos axilares forem negativos em tumores menores de um centímetro. Neste grupo com tumores pequenos é baixo o comprometimento metastático dos linfonodos da região próxima à axila. Por conseqüência, substitui-se a dissecção do tecido linfático axilar (que durante um século foi o tratamento padrão do câncer de mama), por uma dissecção seletiva e de menor morbidade, melhorando de maneira espetacular a qualidade de vida.

O ideal é selecionar as pacientes com linfonodos metastáticos axilares e somente nelas extirpá-los, uma vez que naquelas sem metástases esta dissecção não ocasiona nenhum benefício. Portanto, a seletividade da dissecção de um ou dois linfonodos axilares é hoje amplamente utilizada e denominada de biópsia do linfonodo sentinela. Com este exame, é possível fazer a seleção destas pacientes.

O tratamento conservador do câncer de mama é um método apropriado de terapia primária dos tumores de mama de estágios I e II (isto é, de até três centímetros) e é preferível porque proporciona sobrevida equivalente à da mastectomia radical, ao mesmo tempo que preserva a mama.

São contra-indicações para o tratamento conservador:

- Tumores maiores de quatro centímetros;

- Sem condições de radioterapia;

- Resultados cosméticos insatisfatórios;

- Lesões multicêntricas;

- Impossibilidade de segmento adequado.

O tratamento radical está indicado somente nos casos em que haja contra-indicação ao tratamento conservador e nas pacientes portadoras de carcinoma em estágio clínico avançado, quando os linfonodos axilares estão comprometidos. Nestes casos, a cirurgia indicada será a mastectomia radical ou mastectomia radical modificada, com ou sem reconstrução imediata. No estádio clínico IIIb, em que os linfonodos são fixos ou o tumor é muito grande, podemos optar pela quimioterapia neo-adjuvante com a finalidade de reduzir o tamanho tumoral e, posteriormente, será submetida à cirurgia radical.

Já nas pacientes estádio clínico IV, portanto portadoras de metástases a distância, o principal objetivo do tratamento é possibilitar o alívio dos sintomas e proporcionar uma melhor qualidade de vida a essas pacientes. Como tratamento a essas pacientes, recorremos à quimioterapia, hormonioterapia e radioterapia.




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últimos comentários (3)

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  • symonique
    symonique comentou:
    21/07/2010 | 23:29

    ftirei o seio esquerdo a dois anoss, a doença infelizmente voltou, e vou ter de oprear de novo, estou horrível, careca com apele manchada eo braço esquerdo muito inchado, tá sendo muito difícil tenho apenas 17 anos e tenho uma filha de cinco anos pra criar,já pensei em me suicidar, mas em penso na minha filha não quero que minha filha pense desisti de cuidar dela quero me ela saiba que eu luto por ela.
    ela é a minha vida eu a amo demais .
    eu quero viver!


  • belezaestetik_virginiana
    belezaestetik_virginiana comentou:
    18/03/2008 | 21:10

    precisando de drenagem-linfática pós-cirurgica.pode me contactar


  • 140869
    140869 comentou:
    16/03/2008 | 00:15

    eu ja tive cancer de mama fiz uma mastectomia radical.
    mais fiquei curada. desejo me comunicar com pessoas que passam ou
    ja passaram pelo mesmo problema.


  • novo comentário

    Você
    :D


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