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Uma hora de bicicleta ou esteira. Séries de exercícios nos aparelhos de musculação. Spinning e transport. É consenso entre os especialistas que praticar atividades físicas regularmente faz muito bem à saúde. Mas a rotina nas academias pode não ser tão sedutora, ainda que um corpo perfeito seja sonho de consumo.
Para atrair clientes cada vez mais exigentes, a onda agora é investir em ritmos dançantes, técnicas inovadoras importadas dos EUA e da Europa para que o brasileiro curta a malhação como entretenimento. Danças que, além de fortalecer o tônus muscular e aumentar o gasto calórico elevado, proporcionam muitas risadas e servem para aliviar o stress.
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SH’BAM
A primeira novidade veio da Europa no início do ano, o SH’BAM, uma mistura de vários ritmos latinos, como funk, street, dance, Techno, hip-hop e jazz. “A ideia é aliar exercício a entretenimento. Mas o início é como qualquer atividade física: tem alongamento, aquecimento e agachamento”, conta Alessandra Dianin, professora da academia Bio Ritmo, na capital paulista. A aula garante aperfeiçoar a condição física com doses de relaxamento e diversão, com uma queima de até 300 calorias. “É uma coreografia simples, pré-definida e acessível a qualquer aluno”, complementa.
O foco da técnica é cardiorrespiratório, aumenta a resistência do sedentário proporcionando momentos de diversão. “Quem não sabe dançar acaba aprendendo a fazer os passos. Os resultados de gasto calórico são um estímulo a mais para que se solte e tenha uma performance melhor”, atesta a professora. Ela compara o SH’BAM e uma aula de dança comum: “As aulas de dança exigem uma complexidade que desestimula os alunos. No SH’BAM, eles acompanham de maneira mais simples”, considera Dianin.
A proposta é remeter ao clima de uma boate: queimar calorias ao som de clássicos, como “What a feeling”, até hits atuais de Beyoncé e Lady Gaga.
Zumba
A Zumba tem sangue latino. Criada em 2001 pelo colombiano radicado nos Estados Unidos Beto Pérez, o ritmo está bombando nas academias. “O programa Zumba é uma aula de dança e ginástica aeróbica que mistura ritmos de toda a América Latina, como cumbia, reggaeton, hip-hop, salsa, samba, merengue e quebradita, entre outros”, explica o professor Ari Guimas, da rede carioca de academias A!Body Tech.
O segredo está na intensificação dos movimentos. “A música e a batida são muito boas. Você acaba sendo levado pela vibração do som. É recomendado para todas as idades”, revela ele, que admite precisar de muita disposição para enfrentar sua maratona de aulas diárias: “Eu tenho que malhar muito e fazer uma dieta de engorda para repor as perdas calóricas da jornada”.
Professor licenciado para lecionar as aulas do ritmo que é febre nos EUA, Ari aponta os benefícios da atividade. “Aumenta a eficiência do sistema cardiovascular como um todo. Reduz o batimento cardíaco em repouso, melhora a circulação, reduz a pressão sanguínea e o colesterol”, garante. “Além do corpo, é boa para a cabeça e melhora a nossa disposição psicológica. As pessoas saem das aulas mais livres.”
Broadway Dance
É fã de musicais? Então, vai ficar curiosa sobre a Broadway Dance. Inspirada no maravilhoso mundo dos musicais de Nova York, as aulas reproduzem espetáculos como “Chorus Line”, “Cats” e “Chicago”. “São três aulas semanais, sendo duas delas de sapateado e uma de jazz musical, ritmos presentes na maioria dos espetáculos norte-americanos”, conta a professora da Fórmula Academia Louise Grespi.
A natureza artística é justamente para atrair os aficionados pelo gênero. “É feita para quem tem essa veia cultural. Quem gosta de música, teatro, já esteve na Broadway. Proporciona o prazer de fazer parte daquele mundo que ela aprecia”, justifica.
Mas os artistas em questão não são aqueles profissionais que desfilam pelos palcos da “cidade que nunca dorme”. Por isso, a aula de Broadway Dance não pretende encontrar bailarinos e, sim, unir movimentação e entretenimento. “O foco é dançar, se sentir bem. É uma maneira lúdica de fazer um exercício, ao perder peso numa atmosfera de musical”, diz Louise. Para a professora, os resultados vão além dos ganhos físicos. “É tudo consequência da dança. O importante é que essa brincadeira envolva a pessoa e ela se exercite com prazer. Que se sinta brilhando”, empolga-se.
Os resultados para o corpo são melhor desempenho da atividade cardiorrespiratória e desenvolvimento do tônus muscular. Mas o que mais orgulha os praticantes é mesmo a coreografia final, quando têm seu momento de estrela. “No final do ano, apresentamos algumas coreografias. Já fomos até convidados para programas de TV, foi uma experiência de espetáculo mesmo”, lembra Grespi. Tudo sempre na base da brincadeira. “Não temos o rigor técnico de uma escola de dança, o objetivo aqui é se sentir disponível para dançar. O resto, todo mundo vai pegando aos poucos”, assegura a professora.
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