Geléia real

Em tempos de preocupação com a saúde, os produtos da colméia andam em alta. Além do já tradicional mel, as abelhas nos fornecem também a poderosa geléia real. Uma dose minúscula do alimento da rainha faz verdadeiros milagres pela plebe humana.
por admin

Em tempos de alta preocupação com a aparência, a qualidade de vida e o processo de envelhecimento, nunca se viu uma procura tão grande por hábitos  mais saudáveis. Principalmente no que concerne à alimentação. Por isso, de tempos em tempos aparece alguma novidade que promete ser a sensação da nossa dieta. A vedete da vez é nada menos do que a geléia real, um alimento produzido pelas abelhas operárias para alimentar, por toda a vida, a rainha. E essa comida, que parece ser exclusiva das habitantes da colméia, também faz verdadeiros milagres - todos comprovados cientificamente - pela saúde dos humanos. Isso porque o valor nutritivo dela é espetacular e os benefícios ao nosso organismo são inúmeros. Uma pequena quantidade ingerida por dia pode valer por muitos remédios ou suplementos vitamínicos.

A produção da geléia real acontece enquanto as abelhas operárias digerem o pólen das flores. Durante o processo, algumas enzimas em seu organismo ajudam a fabricar uma pequena quantidade dela. E é dentro da própria colméia que esse alimento é muito utilizado: as operárias recém-nascidas recebem doses diárias até seu terceiro dia de vida. Mas a abelha-rainha, essa sortuda, se alimenta exclusivamente da geléia e, por isso, tem muitas vantagens sobre suas subordinadas: enquanto as operárias duram cerca de 45 dias, a rainha alimentada somente com a geléia vive cinco anos a mais, bota milhares de ovos, fica duas vezes maior e três vezes mais pesada. Poderosa, não?

Ok, mas qual é a cara dessa geléia real? Tem alguma coisa a ver com o mel? Bem, o mel é meio transparente, de cor amarelada. O sabor é doce, o aroma tem um quê de floral. Já a geléia real pura tem cara de leite condensado, é meio leitosa e tem um gosto bem ácido. Quem já experimentou diz que a diferença entre ambos é bem grande. "A princípio a gente estranha um pouco o sabor, mas depois se acostuma. Só que não é um alimento que a gente possa misturar com outras coisas, como o mel. Pelo menos eu não faço isso, porque dizem que consumir a geléia pura traz melhores efeitos. E que efeitos! Comecei a tomar por causa de uma gripe e adorei o resultado. Estou me sentindo tão bem, já estou até recomendando para as amigas", diz a estudante Natália França, que afirma ter virado fã número um do alimento. “Faz um bem danado”, comenta.

Efeitos diversos

Os elogios de Natália têm razão de ser. A geléia real vem sendo muito estudada e sua excelente atuação na cura e na prevenção de diversos problemas de saúde já é reconhecida mundialmente. Só para se ter uma idéia, ela tem resultados positivos no tratamento de problemas de menopausa e andropausa, úlcera, sistema nervoso, doenças de pele, prisão de ventre, diabetes, disfunções dos aparelhos respiratório e digestivo, insônia, crescimento insuficiente de crianças e até queimaduras. Além disso tudo, ainda colabora com a regeneração celular, turbina a memória, alivia a asma, regulariza o apetite, elimina a depressão, alivia a tosse, resfriados e bronquites, aumenta a circulação do sangue, reduz o nível de gordura no sangue e ainda inibe o aparecimento de células cancerígenas. Acha exagero? Que nada! Todos esses efeitos já foram comprovados cientificamente.

Se você ficou de queixo caído diante de todos os benefícios, espere só para saber quais são as vantagens nutricionais. “A geléia real é rica em proteínas, vitaminas e minerais. Entre eles, vitaminas A e E e minerais antioxidantes, como Zinco e Selênio (ótimos para espantar os radicais livres que fazem mal ao organismo). É um alimento completo em relação à variedade de nutrientes”, comenta Flavia Morais, nutricionista da rede de produtos naturais Mundo Verde. E não é preciso nem ingerir altas doses para desfrutar dessas vantagens. “A geléia deve ser consumida em jejum. Basta um grama, ou seja, aproximadamente uma colher de chá por dia. É só colocar debaixo da língua”, orienta a nutricionista.  Somente em casos de convalescência é que a ingestão pode ser aumentada, com três doses diárias.

A boa notícia para quem sofre de diabetes é que a geléia real pode ser consumida livremente, ao contrário do mel – que não pode ser ingerido por quem apresenta doença, por causa da presença da sacarose. “Não há restrição alguma, porque a geléia não apresenta esse elemento”, assinala Flavia. Com esses superpoderes todos sobre a nossa saúde, com respaldo científico e tudo, parece que a geléia real finalmente chegou para ficar. Salve a rainha!

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