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Corpo e Bem-estar


Doar sangue, doar vida

por Anna Mocellin | 07/04/2008

No Dia Mundial da Saúde, veja como um gesto simples significa muito





Todo ano são lançadas campanhas incentivando a doação de sangue. Mas, desta vez, a luta em busca de doadores ganhou uma aliada um tanto indesejada: a epidemia de dengue. Com a doença assolando o país, sobretudo o Rio de Janeiro, os hospitais esgotaram seus estoques. Só no Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio) a demanda cresceu 30%. E a realidade é cruel. Segundo dados da Fundação Pró-Sangue de São Paulo, apenas 2% dos brasileiros doam sangue anualmente. Isso porque ainda há ignorância, medo e desinformação quando o assunto é doação. E no Dia Mundial da Saúde vale refletir e compreender um pouco o quanto esse gesto pode salvar vidas.

No Brasil, grande parte dos voluntários na doação de sangue só o faz quando algum parente ou amigo precisa urgentemente de uma transfusão. Bem, parece que a culpa é mesmo da nossa cultura. Há quem defenda que o brasileiro mantém certa distância da doação de sangue porque o País nunca foi atingido por guerras e catástrofes naturais. Na Europa, por exemplo, a mentalidade é outra. Atingida duramente por duas Guerras Mundiais, a população do continente se acostumou a doar sangue regularmente, ao ver parentes, amigos e inocentes feridos pelas batalhas. Esse hábito ultrapassou gerações e perdura até hoje.

“Há muita desinformação sobre o tema. Na família e na escola, locais onde recebemos os primeiros ensinamentos de nossas vidas, dificilmente o assunto é tratado. Quando o abordam, o fazem de maneira inadequada.”

Aqui, no Brasil, as doações são caracterizadas por duas categorias. A voluntária, que é aquela em que a pessoa doa seu sangue de forma solidária, sem se preocupar em saber a quem ele se destina; e a vinculada, que é particular, personalizada e serve para repor a quantidade de sangue utilizada no tratamento de algum parente ou amigo internado. Esta última é a forma mais comum de doação. "Há muita desinformação sobre o tema. Na família e na escola, locais onde recebemos os primeiros ensinamentos de nossas vidas, dificilmente o assunto é tratado. Quando o abordam, o fazem de maneira inadequada. Por isso, a doação de sangue ainda é cercada de muitos medos e tabus", diz o hematologista César Almeida Neto, da Fundação Pró-Sangue, de São Paulo.

Mitos que cercam a doação
Por medos e tabus, entenda-se todo tipo de crendice sem fundamento. Quer saber algumas? Há quem acredite que quem doa sangue uma vez tem de doar pelo resto da vida; que a doação "engrossa" o sangue, entupindo as veias; que a doação "afina" o sangue, provocando anemia; que doar sangue emagrece/engorda/vicia; que mulheres menstruadas não podem doar sangue; que doadores correm risco de contaminação.

Pelo contrário. Doar sangue é simples, rápido e seguro. E organismo repõe o volume de sangue doado nas primeiras 24 horas após a doação. Todo o material utilizado na coleta é descartável, o que elimina qualquer risco de contaminação para o doador. Mas é claro que, para ser doador, é preciso preencher alguns pré-requisitos básicos, como estar em boas condições de saúde, ter entre 18 e 65 anos, pesar no mínimo 50 quilos, não ser usuário de drogas ilícitas injetáveis, não ter comportamento sexual de risco e não ser portador de doenças transmissíveis pelo sangue (como hepatites, B e C, vírus HIV e HTLV I e II, Doença de Chagas e malária). Também há restrições a pessoas que fazem uso regular de alguns tipos de medicamentos. "O uso regular de alguns remédios deve ser analisado caso a caso. Portanto, antes de doar, é preciso consultar um hemocentro", indica o Dr. César.



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últimos comentários (2)


  • katiaflavia comentou:
    02/06/2006 | 14:25

    Já doei sangue duas vezes. Da primeira, a enfermeira foi super barbeira, e saí de lá com o braço todo inchado. Nem por isso deixei de repetir a dose. Vale a pena ajudar.


  • liviagatinh88 comentou:
    14/04/2008 | 17:08

    oi... doei sangue pela primeira vez, e adorei a experiencia, doar literalmente algo de si coma certeza de que esta colaborando com alguem é incrivel. sai de la com a sensaçao de dever cumprido.... tanta gente quer ajudar e nao pode....
    tai uma atitude simples e que pode ajudar ate 3 pessoas!


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