Corpo e Bem-estar

Doar sangue, doar vida

por Anna Mocellin | 14/06/2010

Veja como um gesto simples significa muito


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Doar sangue, doar vida

Segundo dados da Fundação Pró-Sangue de São Paulo, apenas 2% dos brasileiros doam sangue anualmente. Isso porque ainda há ignorância, medo e desinformação quando o assunto é doação. No Dia Mundial do Doador de Sangue, 14 de junho, vale refletir e compreender um pouco o quanto esse gesto pode salvar vidas. Este ano, a campanha global da Organização Mundial da Saúde, OMS, tem como slogan “Sangue Novo para o Mundo”, para incentivar os jovens a se tornarem doadores.

No Brasil, grande parte dos voluntários na doação de sangue só o faz quando algum parente ou amigo precisa urgentemente de uma transfusão. Bem, parece que a culpa é mesmo da nossa cultura. Há quem defenda que o brasileiro mantém certa distância da doação de sangue porque o País nunca foi atingido por guerras e catástrofes naturais. Na Europa, por exemplo, a mentalidade é outra. Atingida duramente por duas Guerras Mundiais, a população do continente se acostumou a doar sangue regularmente, ao ver parentes, amigos e inocentes feridos pelas batalhas. Esse hábito ultrapassou gerações e perdura até hoje.

“Há muita desinformação sobre o tema. Na família e na escola, locais onde recebemos os primeiros ensinamentos de nossas vidas, dificilmente o assunto é tratado. Quando o abordam, o fazem de maneira inadequada.”

Aqui, no Brasil, as doações são caracterizadas por duas categorias. A voluntária, que é aquela em que a pessoa doa seu sangue de forma solidária, sem se preocupar em saber a quem ele se destina; e a vinculada, que é particular, personalizada e serve para repor a quantidade de sangue utilizada no tratamento de algum parente ou amigo internado. Esta última é a forma mais comum de doação. "Há muita desinformação sobre o tema. Na família e na escola, locais onde recebemos os primeiros ensinamentos de nossas vidas, dificilmente o assunto é tratado. Quando o abordam, o fazem de maneira inadequada. Por isso, a doação de sangue ainda é cercada de muitos medos e tabus", diz o hematologista César Almeida Neto, da Fundação Pró-Sangue, de São Paulo.

Mitos que cercam a doação
Por medos e tabus, entenda-se todo tipo de crendice sem fundamento. Quer saber algumas? Há quem acredite que quem doa sangue uma vez tem de doar pelo resto da vida; que a doação "engrossa" o sangue, entupindo as veias; que a doação "afina" o sangue, provocando anemia; que doar sangue emagrece/engorda/vicia; que mulheres menstruadas não podem doar sangue; que doadores correm risco de contaminação.

Pelo contrário. Doar sangue é simples, rápido e seguro. E organismo repõe o volume de sangue doado nas primeiras 24 horas após a doação. Todo o material utilizado na coleta é descartável, o que elimina qualquer risco de contaminação para o doador. Mas é claro que, para ser doador, é preciso preencher alguns pré-requisitos básicos, como estar em boas condições de saúde, ter entre 18 e 65 anos, pesar no mínimo 50 quilos, não ser usuário de drogas ilícitas injetáveis, não ter comportamento sexual de risco e não ser portador de doenças transmissíveis pelo sangue (como hepatites, B e C, vírus HIV e HTLV I e II, Doença de Chagas e malária). Também há restrições a pessoas que fazem uso regular de alguns tipos de medicamentos. "O uso regular de alguns remédios deve ser analisado caso a caso. Portanto, antes de doar, é preciso consultar um hemocentro", indica o Dr. César.


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últimos comentários (3)

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  • sil.pa
    sil.pa comentou:
    25/08/2010 | 20:02

    Olá , sou auxiliar de enfemagem,doadora de sangue trimestral e adoro saber que alguém irá ser beneficiado com este pequeno gesto de solidariedade! E o melhor de tudo é que também sou beneficiada...pois exerço uma profissão que me expõe a riscos biológicos a cada contato com microorganismos, e a cada três meses fico sabendo que meu sangue continua íntegro para doação e para minha tranquilidade..Uff..heheh!


  • dekamoura05
    dekamoura05 comentou:
    23/06/2010 | 17:05

    Sou doadora há apenas 4 anos e nada apaga a sensação de saber que o seu ato pode salvar uma vida,apenas uma bolsa pode fazer a diferença. Vale a pena!!!!


  • mari.com
    mari.com comentou:
    14/06/2010 | 11:33

    Eu tb já doei sangue em campanhas e quando algum conhecido pediu. Confesso que se não fosse isso não iria. Mas penso em mudar e passar a ajudar mais ao próximo. Fazemos tantas coisas inúteis que achamos que são boas, mas as boas de verdade deixamos na intenção apenas.


  • novo comentário

    Você
    :D


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