Corpo e Bem-estar

Distúrbios do sono

por Carolina Mouta | 10/06/2009

Difícil dormir com eles: apneia, ronco e Síndrome das Pernas Inquietas


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Síndrome das Pernas Inquietas (SPI)


Cerca de 15% dos brasileiros sofrem da Síndrome das Pernas Inquietas (SPI), também conhecida como Síndrome de Ekbom. "Quem sofre da síndrome tem sensações desagradáveis nas pernas, sobretudo na região da panturrilha, e um impulso ao mover estes membros, levando a movimentos descontrolados", esclarece o Dr. Shigueo Yonekura. A sensação é bastante parecida com o que os pacientes descrevem como "coceira nos ossos", "alfinetadas", formigamento" ou "insetos caminhando pelas pernas". Há uma grande urgência em mexer as pernas e, às vezes, pode acontecer também nos braços, em casos mais graves.

Alguns movimentos dos pés, dedos e pernas podem ser percebidos, inclusive, quando a pessoa está sentada ou deitada. Em casos brandos, podem ser movimentos repetitivos, os chamados "tiques". Em outras ocasiões essa inquietação necessita de tratamento e é interpretada erroneamente como nervosismo. O melhor caminho é consultar um médico.

A genética pode influenciar no aparecimento dos sintomas. Nesse caso, a síndrome é chamada de primária. Outros fatores podem contribuir para o surgimento das síndromes secundárias. Gravidez é um deles. Nessa época, principalmente durante o terceiro trimestre, cerca de 15% das mulheres desenvolvem SPI. Mas pode ficar calma: os sintomas desaparecem logo após o parto. Deficiência de ferro, com ou sem anemia, também podem colaborar com o avanço dos sintomas, assim como doenças crônicas (neuropatia, problemas renais, diabetes, artrite reumatóide e Mal de Parkinson).

“Algumas atividades como banho quente, massagens, técnicas de relaxamento, trabalhos manuais ou que mantenham a mente ocupada podem ser benéficas para quem sofre da síndrome”

De acordo com o Dr. Yonekura, a síndrome das pernas inquietas pode começar em qualquer idade e piorar com o tempo. Afeta ambos os sexos, mas a incidência é maior entre as mulheres. "O distúrbio é três vezes mais comum no sexo feminino", alerta o especialista. Está comprovado que o tipo de vida, certos hábitos e costumes podem piorar os sintomas de SPI. Por isso, uma boa higiene do sono deve ser seguida: encontre o melhor horário para dormir e acordar e mantenha-o todos os dias. Fadiga e sonolência só vão atrapalhar ainda mais o seu dia.Tratamento

Mudanças de hábito são a peça fundamental para aliviar os sintomas. Um conjunto simples de medidas podem melhorar a qualidade do sono e corrigir a condição que pode estar causando a síndrome:

Evite bebidas alcoólicas e que contêm cafeína, como café, chá mate, chá preto, refrigerantes, chocolate. Alie isso à abolição do fumo e prática de exercícios físicos. Tenha um ambiente acolhedor na hora de dormir: quarto quieto e escuro, sem televisão ou computador. Caso tome algum medicamento, peça orientação ao seu médico. Certos antidepressivos, remédios contra náusea, antipsicóticos e anti-histamínicos podem causar reações que levam à SPI.

Algumas atividades como banho quente, massagens, técnicas de relaxamento, trabalhos manuais ou que mantenham a mente ocupada podem ser benéficas para quem sofre da síndrome. No entanto, é bom lembrar, que tudo vai depender da gravidade dos sintomas de cada pessoa.

Na próxima e última matéria da série "Sono Ideal", você vai conhecer o que especialistas recomendam para ter uma noite descansada: tipo de roupa adequada para dormir, colchão e travesseiro apropriados para cada biotipo, entre outros. Não perca.

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