comentários (15)Quem tem diabetes tipo 1, ou seja, níveis altos ou mal controlados de glicose no sangue, apresenta variados sintomas. Perda de peso não-justificada, sede e fome exageradas, fraqueza, visão embaçada, vontade de fazer xixi diversas vezes, feridas que demoram a cicatrizar, repetidas infecções na pele ou nas mucosas, dores nas pernas causadas pela má circulação e um cansaço inexplicável. Já quem tem o tipo 2, na maioria das vezes, nem apresenta sintomas e acaba levando vários meses, ou até anos, para descobrir que tem a doença. Quando há sintomas, eles são ligeiramente vagos. Em geral, ocorre formigamento nas mãos e nos pés, visão embaçada, alta freqüência de infecções, e furunculose.
Porém, para ter certeza de que os sinais são mesmo de diabetes, é preciso consultar um médico, que vai fazer o diagnóstico correto. Se existe tendência ao desenvolvimento da doença, isso precisa ser feito o mais rápido possível, porque é preciso ficar atento. "Na fase inicial, pode não haver manifestação de sintomas. Nos casos mais graves, geralmente no diabetes tipo 1, poderá ocorrer a desidratação, confusão mental, coma e morte", alerta o médico.
Como descobrir e tratar
A descoberta da doença, segundo o Dr. Lerario, é feita através da determinação da glicemia, ou seja, da glicose presente no sangue. Outros exames, como a medida da hemoglobina glicada e da presença de glicose na urina complementam a avaliação diagnóstica e auxiliam na escolha da estratégia terapêutica. Já o tratamento se baseia no incentivo à perda ou à manutenção do peso corporal, na adoção de dietas e exercício físico, no uso de comprimidos que reduzem a glicemia (antidiabéticos orais) e no tratamento com insulina diária. "O tratamento dietético é fundamental em todas as fases da doença, para melhorar o controle glicêmico e a dislipidemia. Já o exercício físico auxilia na redução do peso e na redução da glicemia, por aumentar o consumo sangüíneo de glicose. Colabora, também, na redução do colesterol, dos triglicérides e da pressão arterial", comenta o endocrinologista. Em crianças e idosos, segundo ele, o controle do diabetes é mais complexo e exige maior atenção.
Qualidade de vida
Pacientes diabéticos podem ter uma vida normal, apesar de uma série de restrições alimentares. É preciso modificar toda a rotina e criar hábitos que ajudem a manter a doença sob controle. Atividades físicas, por exemplo, ajudam a prevenir a hipertensão e o colesterol, a reduzir os níveis de glicose e melhorar a ação da insulina. Basta seguir as orientações do seu médico. Lerário aponta algumas dicas: "Evitar ganho ou reduzir o peso corporal, especialmente a obesidade abdominal, fazer exercícios físicos e se alimentar de forma adequada auxiliam bastante. Quando indicado, deve-se utilizar a medicação prescrita de forma disciplinada e participar ativamente do tratamento, fazendo o controle sistemático da sua glicemia. Assim, é possível manter o diabetes sempre sob controle", afirma.
Você
Bolsa de mulher © 2000/2012 | Direitos Reservados
ou Cadastre-se