Corpo e Bem-estar

Depilação íntima total é segura?

por Redação | 30/01/2012

Veja porque nem sempre ela é indicada




Depilação íntima total é segura?

São raras as mulheres que mantém os pelos naturais do corpo. Diversas técnicas são utilizadas para dar fim aos indesejados cabelinhos: depilação egípcia, cera espanhola, creme depilatório em caso de urgência, até lâmina vale. Mas até que ponto é saudável depilar todos os pelos do corpo? Médicos alertam que depilação deve ser feita com cuidado.


Um estudo realizado pela Universidade de Indiana e pelo Instituto Kinsey para Estudos sobre Sexo, Gênero e Reprodução ouviu a opinião de 2.451 americanas e o resultado apontou que 87% das jovens entre 18 e 24 anos removem total ou parcialmente os pelos pubianos.


O estudo também revelou que as mulheres adeptas da depilação são mais confiantes e seguras em relação ao seu corpo do que aquelas que não costumam encarar o processo.

Elas também têm maior índice de satisfação sexual, examinam mais os seus genitais e não se sentem constrangidas em falar sobre o assunto. Entre as senhoras com mais de 50 anos de idade, 51% revelaram não ter nem ao menos aparado os pelos nos últimos 30 dias.


Há quem associe a ampla adesão à depilação à influencia dos homens e submissão das mulheres. O argumento parece ter sido desmentido pela pesquisa. O estudo ouviu mulheres de todas as orientações sexuais. O índice é muito semelhante entre todas, 86% das bissexuais e 74% das lésbicas se declarem total ou parcialmente depiladas.


Denise Gomes, ginecologista e obstetra da Plena Clínica, localizada em Moema, em São Paulo, afirma que todos os pelos do nosso corpo, principalmente aqueles que ficam em regiões próximas a cavidades, são de muita importância. “Os pelos pubianos protegem nosso corpo contra microrganismos, barrando os agentes infecciosos”, diz.


Os cílios previnem infecções oculares, os pelinhos localizados nas narinas evitam gripes, resfriados e doenças respiratórias causadas por vírus ou bactérias. “A penugem da entrada da vagina ajuda e evitar infecções vaginais e corrimentos”, aponta a ginecologista.


Entretanto, a médica afirma que depilar totalmente a região mais intima da mulher não traz tantos riscos à saúde. Tudo irá depender do histórico médico desta mulher. “Se a mulher já está acostumada, faz a depilação íntima completa e nunca apresentou nenhuma doença infecciosa vaginal ela pode continuar com o hábito.

Quem tem este histórico pode remover os pelos das áreas mais afastadas da vagina, como coxas e pélvis. Mas recomendo apenas aparar os pelos próximos aos grandes lábios, com auxilio de uma tesoura pequena e sem ponta”, diz a ginecologista.

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