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Reais motivações O cirurgião André Colaneri explica que, em alguns casos, existe a necessidade de uma intervenção cirúrgica pois determinadas "imperfeições" podem prejudicar, além do corpo, a vida social do paciente. "A cirurgia para corrigir orelha de abano pode ser feita aos cinco ou seis anos de idade, porque o órgão já se desenvolveu. Por [...]
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Reais motivações

O cirurgião André Colaneri explica que, em alguns casos, existe a necessidade de uma intervenção cirúrgica pois determinadas "imperfeições" podem prejudicar, além do corpo, a vida social do paciente. "A cirurgia para corrigir orelha de abano pode ser feita aos cinco ou seis anos de idade, porque o órgão já se desenvolveu. Por que não realizar o procedimento? A criança pode ser vítima de bullying e ficar traumatizada. Com o nariz, acontece a mesma coisa. Aos 16 anos, o processo de desenvolvimento do órgão está finalizado, é perfeitamente operável. Se a 'imperfeição' realmente incomodar o jovem, ele não sai de casa, tem sua vida social prejudicada", pondera.

O médico deve estar atento às reais motivações que levaram o jovem a escolher esse caminho. Segundo Colaneri, há muitos casos em que meninas querem ser parecidas com alguma modelo ou atriz. Quando isso acontece, as expectativas quanto ao resultado final do procedimento são ilusórias. "Deve-se verificar se a paciente está psicologicamente pronta para a intervenção. A primeira pergunta que faço é ‘No que posso te ajudar?'. A segunda é para saber a expectativa quanto à cirurgia. Se ela quer ficar igual à modelo, eu não posso operar. Quando existe a idealização, a paciente dificilmente vai gostar do resultado".

Colaneri enfatiza: "A paciente tem que entender que existem limitações técnicas e que nunca vai ser possível transformá-la em outra pessoa. O que o cirurgião faz é aperfeiçoar alguns detalhes, mas a genética vai continuar a mesma, o tipo de pele etc. A pessoa tem que ter a mente aberta, porque assim estará mais propensa a gostar do resultado. E fica satisfeita física e emocionalmente", esclarece.

Outro problema recorrente, de acordo com André, é o distúrbio de imagem. "O médico deve avaliar se a queixa do paciente é de fato real ou se está imaginando coisas. Ele pode ter um distúrbio de imagem. Tem gente que acha que tem um complexo de uma coisa que não existe", explica.

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