Corpo e Bem-estar

Cirurgia plástica em jovens

por Nayara Marques | 29/06/2010

Fazer ou não fazer? Prós e contras da intervenção em meninas insatisfeitas com seus corpos


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Cirurgia plástica em jovens

Quando se pensa em procedimentos estéticos, se pensa em rejuvenescimento. No entanto, cada vez mais os jovens têm procurado nas cirurgias plásticas soluções para problemas como baixa autoestima e dificuldades na vida social. O cirurgião André Colaneri destaca a necessidade de o médico estar atento ao desenvolvimento tanto físico quanto psicológico do paciente.

As crianças, segundo Colaneri, estão se desenvolvendo mais rápido, o que facilita a realização de cirurgias em idades menos avançadas. "Hoje, uma menina de 14 anos já está formada. Elas estão menstruando com nove, dez anos e na adolescência já têm o corpo da mãe. Então, as que chegam aqui e têm uma formação adulta estão aptas a procedimentos cirúrgicos", explica. Mas psicólogos alertam que, ao optar por métodos extremos, o jovem pode estar, de fato, fugindo de um problema real.


Ditadura da beleza X Autoconhecimento

Para a psicóloga Cleives Carvalho, vivemos uma ditadura da beleza, influenciada pela mídia. "Os canais de comunicação têm um papel preponderante na vida do indivíduo. Somos perseguidos pelo ‘PIB', o ‘Padrão Inatingível de Beleza'. E não existe a perfeição. Precisamos nos conscientizar de que não somos bonecos, somos de carne e osso. Precisamos nos conhecer para sabermos o que nos tornará mais felizes. Temos nossa beleza, basta ter coragem para despertá-la", explica. Ao realçar o que gostamos em nós seria possível evitar opções mais drásticas como uma cirurgia.

A psicóloga Lina Rosa Morais, do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, explica que o culto ao corpo nasceu na década de 80: "Desde então estamos imersos numa sociedade narcísica, onde a beleza passou a ser um capital. A pressão para que o jovem tenha uma ‘boa imagem' é muito maior". Para Lina, a escolha por um processo de resultado imediato, mas invasivo é resultado de baixa autoestima intimamente relacionada à busca por se enquadrar no protótipo do que se acredita belo. "Podemos trabalhar a autoestima desenvolvendo qualidades não perecíveis como elegância, estilo, bom humor e criatividade: percorrendo um caminho um tanto custoso, mas certamente garantido: o autoconhecimento", analisa.

TESTE: DE BEM COM O ESPELHO?

A busca do imediato

A atriz Cristiana Peres, que vive a personagem Cristiana Araújo em "Malhação ID", revela que muitas vezes se sentiu insatisfeita com o corpo, mas nunca optou por métodos drásticos. "Já quis mudar várias partes do meu corpo, mas sempre busquei formas alternativas para reparar o que me incomodava, como comer coisas mais saudáveis. E procurei entender o porquê daquela insatisfação. Acho que, quando você se incomoda com alguma coisa é preciso trabalhar essa percepção. A cirurgia é um método extremo. Não sou contra, mas entendo que o meu corpo está se transformando e ainda vai se transformar muito", acredita.

Para ela, o crescimento da procura por cirurgias plásticas é causado pela busca do imediato. "As pessoas querem o que é mais fácil. A opção pela cirurgia é como uma edição: em vez de você tentar de novo, gravar de novo, ir pelo caminho que talvez seja mais difícil e longo, você opta pela edição. Você corta um pedaço do seu corpo que está incomodando, mas o porquê daquele incômodo você não vai descobrir qual é. A verdade é que todo mundo está buscando o seu lugar ao sol e, em qualquer situação, o segredo vai estar em você se conhecer melhor", sentencia.

Para o ator Erich Pelitz, companheiro de Cristiana na novela teen da Globo, a cirurgia só deve ser feita em casos extremos. "Cada um tem que se aceitar do jeito que é. Em casos extremos, tudo bem, mas quando é só um nariz, uma gordurinha aqui, coisas bobas, não há por que mudar", opina. Chamado pelas fãs e pela mídia de "Zac Efron brasileiro", ele emenda que nunca foi cem por cento feliz com a própria aparência. "Não sou o cara mais lindo do mundo, mas também não tem alguma coisa que eu olhe e fale ‘nossa, preciso mudar isso'. Nunca pensei em entrar na faca".

A atriz Maytê Piragibe faz coro com Erich. Para ela, a cirurgia só deve ser opção no caso de uma correção e não somente em nome da estética. "Existem mulheres, por exemplo, que têm o peito muito grande e isso acaba prejudicando a coluna, aí tudo bem. Mas quando é só uma questão estética, acho que não deve ser feito. Mas essa é cada vez mais uma tendência, até porque existe uma pressão pela perfeição. Todo mundo quer ser a Gisele Bündchen", diz.


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últimos comentários (8)

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  • sapeca80
    sapeca80 comentou:
    16/05/2011 | 16:40

    EU FARIA SIM,E VOU FAZER RSRSRSRS


  • ca-mell
    ca-mell comentou:
    09/05/2011 | 12:38

    Vale a pena certeza, tive uma amiga na adolecência no qual tinha seios grande;
    ela sempre tinha problemas na coluna por conta do peso, no fim ela operou e ficaram perfeitos e reduziu as dores que ela sentia, que as deixava meio concurda.
    Acho que para corrigir um erro de fábrica rs! deve ser feito sim.


  • lilica_SP
    lilica_SP comentou:
    28/04/2011 | 13:28

    Olha meninas sinceramente falando vale muito a pena sim! Sua auto-estima vai nas alturas....Fiz uma lipo ano passado e estou felicissima......Aconselho a procurar um excelente profissional, ver se ele é cadastrado como especialista em cirurgia plástica e ir em frente.....Se tivesse que voltar no tempo faria tudo de novo.....A única pessoa no mundo que pode falar se vc precisa ou não de uma cirurgia é vc mesma.....Bjos =)


  • novo comentário

    Você
    :D


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