Cheirosa e fresquinha

Escolha o desodorante certo para evitar os incômodos da transpiração
por admin

Tão importante quanto o sabonete e a pasta de dentes é o desodorante. Podemos até ser superlimpinhas, tomar banho todos os dias - até mais de uma vez! - mas não tem jeito: se não passarmos desodorante, já era. Logo, logo o efeito dos minutos debaixo do chuveiro começa a passar e a sensação de frescor cede espaço para o desconforto embaixo dos braços. Daí para o cheirinho desagradável nas axilas é um pulo! Não adianta nem caprichar no perfume que não dá certo. E pior ainda se aparecem aquelas manchas úmidas na blusa (se a roupa for branca, então, nem se fala!). Mas você não precisa se render a esses incômodos. Eles podem ser evitados com a escolha do produto ideal, que melhor se adapte à sua pele, ao seu ritmo, ao seu estilo e ao seu corpo.

Veja os produtos no slideshow.

Desde o Império Romano já se tentava acabar com o suor e odor das axilas fazendo uso de pequenas almofadas aromatizadas embaixo dos braços. Mas, ainda bem, a tecnologia nos trouxe até o desodorante. Ele surgiu no início do século XX, nos EUA, como produto de luxo que depois se espalhou pelo Ocidente com a queda dos preços ocasionada pela Segunda Guerra Mundial.

Hoje, a oferta é tanta e a variedade tão grande que, ao olharmos as prateleiras das farmácias e dos supermercados, nos sentimos até perdidas. Desodorante com ou sem perfume, com ou sem álcool, com esse ou aquele composto, antitranspirante ou não. Sem contar os diferentes formatos: creme, spray, aerossol, bastão, roll-on e por aí vai.

O que é o quê

Primeiro, é importante saber que desodorante e antitranspirante não são exatamente a mesma coisa. É assim: praticamente todo antitranspirante funciona como desodorante, mas nem todo desodorante é antitranspirante. "O desodorante tem ação bacterida, ou seja, mata as bactérias que, em contato com o suor, provocam o mau cheiro. A maioria desses produtos contém fragrância, deixando um aroma agradável na pele", explica a farmacêutica Sirlene Costa, da Botica Beleza.

"Já o antitranspirante (ou antiperspirante) combate o excesso de suor, bloqueando glândulas sudoríparas e evitando, de tabela, o mau cheiro, porque sem suor não há alimento para as bactérias", completa a farmacêutica da Yakult Cosmetics, Mizue Kishi. Portanto, "desodorante antiperspirante é aquele que reúne ambas características anteriores: é bactericida e impede, ainda, a transpiração", explica a dermatologista Ana Carolina Rocha, diretora da Clínica La Vitalité, no Rio. Segundo ela, em geral, o antitranspirante costuma durar mais tempo, mas é sempre preferível evitá-lo devido à sua alta concentração química e pelo risco de desequilibrar a produção de suor.

A escolha certa: primeira etapa

"Jamais deve ser feita pelo perfume", alerta Ana Carolina Rocha. Para as peles sensíveis, são indicados os desodorantes mais suaves e livres de substâncias como o álcool e as fragrâncias. "Leite de rosas, polvilho anti-séptico, desodorante de cristal e cremes manipulados especificamente para este tipo de pele são alguns dos exemplos de produtos eficazes", aconselha Ana Carolina. A farmacêutica Mizue Kishi, da Yakult Cosmetics, gosta dos desodorantes que contêm compostos anti-irritantes como alantoína e aloe vera. Ela dá, também, outro motivo para evitar as fragrâncias: "Além de irritarem a pele, elas podem se misturar ao perfume que usamos, fazendo a maior confusão de cheiros".

Quanto à segurança e eficiência da fórmula, os mais eficazes são os antitranspirantes de ação prolongada ou os desodorantes de cristal. Já os mais seguros são justamente os que não são antitranspirantes. "Os antitranspirantes contêm compostos de alumínio, como cloridróxido e cloridrato de alumínio, que podem causar irritação e manchar a pele", explica a farmacêutica da Granado, Simone Nascimento. Já houve até boatos de que o alumínio presente no desodorante poderia causar câncer, nódulos nas axilas e contribuir para o Mal de Alzheimer, mas não há nada cientificamente comprovado. Segundo a farmacêutica Simone Nascimento, um outro "contra" do antitranspirante seria a possibilidade de ele encravar os pêlos das axilas, já que os poros são tampados. Mas, de novo, nada cientificamente provado.

De qualquer forma, um meio de suavizar os efeitos do alumínio é o que a farmacêutica da Granado utiliza: "Acrescentamos, ao produto, a uréia, que impede a formação de manchas e hidrata", informa a farmacêutica. Outro componente importante do desodorante é o agente bactericida. A farmacêutica Sirlene Costa, do Botica Beleza, informa que o mais comum é o triclosan.

Mas, para assumir uma posição tanto de eficácia ampla quanto de segurança, o melhor mesmo é optar pelo desodorante de cristal, que é composto por sais minerais 100% puros. "Ele vem sendo usado desde a antiguidade nos países asiáticos e é composto de potássio em boa parte dos casos, sendo totalmente livre de alumínio. É, também, hipoalergênico, sem odor, dura em média 24 horas e não deixa manchas ou resíduos na pele", afirma a dermatologista Ana Carolina Rocha.

É importante lembrar, no entanto, que na verdade não existe uma regra de tempo para o produto agir. "Isso depende mesmo é da produção potencial de suor de cada indivíduo, da sua propensão a atrair bactérias e da capacidade desodorante do produto", explica Ana Carolina. Em geral, segundo a dermatologista, os desodorantes antitranspirantes têm efeito mais prolongado, podendo inclusive ser usados uma vez ao dia, enquanto os mais suaves costumam exigir reaplicação - para quem transpira muito, de cinco a oito aplicações por dia.

A escolha certa: segunda etapa

Pronto, agora que você já conhece as melhores formulações, é hora de saber escolher o veículo ideal. Os desodorantes cremosos costumam ser menos agressivos, geralmente contêm ativos emolientes ou suavizantes que hidratam e são de fácil absorção. Os do tipo aerossol (mistura líquida pressurizada) apresentam absorção ainda mais rápida, assim como o líquido (spray ou squeeze - aquele frasquinho que você aperta para liberar o produto com uma borrifada), mas geralmente o líquido contém álcool, sendo mais agressivo. "As demais opções costumam ser mais ricas em ativos químicos, o que devemos sempre evitar, sobretudo em casos de peles sensíveis ou sensibilizadas", ressalta Ana Carolina Rocha. Dentro desse grupo, os roll-on e bastões são abominados por muitos dermatologistas e farmacêuticos, porque são considerados anti-higiênicos.

"Não os recomendo nunca, porque eles promovem o mecanismo de auto-inoculação, ou seja, você utiliza o desodorante uma vez e suas células mortas, suor e bactérias contaminam o produto. Quando você for reutilizá-lo, estará se contaminando, podendo ocorrer infecções", alerta a dermatologista Ana Carolina. Além disso, a farmacêutica Mizue Kishi não aprova as embalagens de plástico. "Algumas podem passar o cheiro de plástico para o desodorante", explica Mizue.

Não se esqueça

O desodorante deve ser aplicado e reaplicado na pele limpa e seca, após o banho ou higienização antisséptica, preferencialmente. "A pele úmida e suja dificulta a penetração do produto", esclarece Sirlene Costa, do Botica Beleza. Justamente devido aos compostos químicos presentes na formulação, o desodorante pode deixar resíduos na roupa. Para evitá-los, deve-se usar pouco desodorante, aplicando-o após se vestir (ou então se vestindo após o desodorante secar completamente). Você pode, também, procurar aqueles que não deixam resíduos.

O comum pode ser usado no corpo inteiro, enquanto o antitranspirante é indicado apenas para as axilas, durante o dia. "O uso à noite é para casos específicos, senão as glândulas sudoríparas são bloqueadas desnecessariamente e resíduos químicos são deixados na pele até as axilas serem lavadas no dia seguinte", explica a dermatologista Ana Carolina Rocha. E atenção ao pós-depilatório! A pele, que fica naturalmente mais irritada, não deve receber nem desodorante nem qualquer produto químico.

Para acabar com o suor e odor desagradável nas axilas, é preciso, também, levar em consideração o que vestimos. Locais como axilas, genitais e pés estão constantemente abafados, ou seja, criam um ambiente ainda mais propício à proliferação bacteriana. Portanto, evite tecidos e materiais que deixem essas regiões ainda menos ventiladas, como os das roupas sintéticas - prefira as de algodão.

Mas nunca se esqueça do desodorante! Aliás, lembre-se: perfumes não são a mesma coisa, logo não devem ser usados com o mesmo intuito. Agora, escolha o seu desodorante, seja ele perfumado ou não, e saia por aí sempre cheirosa e fresquinha.

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