Câncer de intestino

Câncer de intestino é o quarto tipo mais comum da doença nas mulheres

por Redação

O câncer de intestino grosso é o tipo câncer mais freqüente do aparelho digestivo. E é possível evitá-lo. Na sua origem influenciam fatores ambientais e hereditários. É uma combinação de elementos. "Ele depende de fatores alimentares, ambientais (fumo, álcool, sedentarismo, obesidade) e de fatores relacionados à genética também. Isso significa que o fato de uma pessoa não evacuar bem não a predispõe ao desenvolvimento de câncer", explica Dr. Fábio Guilherme Campos, diretor da Associação Brasileira de Prevenção do Câncer do Intestino (ABRAPRECI) e professor da Faculdade de Medicina da USP.

Contudo, a nutricionista Renata Valentini faz um alerta para que todos cuidem bem do órgão. "Um intestino preguiçoso deixa os metabólitos bacterianos mais tempo em contato com a mucosa do cólon, esses metabólitos podem possuir atividade mutagênica ou carcinogênica, contribuindo para o aparecimento do câncer".

Segundo dados no INCA (Instituto Nacional do Câncer), serão diagnosticados no Brasil cerca de 27 mil novos casos de câncer do intestino no ano de 2008. Pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas é muito pouco freqüente antes dos 40 anos de idade. As faixas etárias mais acometidas são entre 50-70 anos de idade

Segundo Fábio Campos, o câncer de intestino pode ser evitado com instituição de hábitos adequados ou pelo rastreamento de pessoas que tenham algum fator de risco para a doença. "Quanto aos hábitos, recomenda-se uma dieta rica em fibras (vegetais, cereais, frutas) e pobre em gorduras (principalmente carne vermelha), além exercícios físicos regulares, evitar a obesidade, fumo e consumo desenfreado de álcool".

O médico também faz um alerta: o câncer pode ser assintomático em fases precoces. "Quando mais desenvolvido, pode determinar sangramento nas fezes, diarréia, intestino preso, mudança do hábito intestinal, sensação de peso no reto, saída de secreção mucóide junto com as fezes, necessidade freqüente de evacuar e outros sintomas. Progressivamente, a pessoa pode ter anemia, fraqueza e emagrecimento. Eventualmente, o próprio paciente percebe o crescimento de uma massa no abdômen. A similaridade com os sintomas de hemorróidas (sangramento) faz com que, infelizmente, muitas pessoas atribuam seus sintomas à doença hemorroidária, quando na verdade trata-se de um câncer. E esta confusão retarda o diagnóstico da doença. Por isso, é importante procurar o proctologista quando aparecer algum desses sintomas", orienta.

Todos nós devemos ficar atentos às doenças, mas no caso do câncer de intestino um grupo é considerado de risco. "São pessoas com mais de 50 anos de idade, com antecedentes pessoais ou familiares de pólipos intestinais ou de câncer, doenças inflamatórias (retocolite, doença de Crohn) e doenças genéticas específicas que podem causar o desenvolvimento de câncer colo-retal", diz o médico.

Basicamente, quem tem um câncer no intestino dificilmente vai poder escapar da cirurgia. "Em algumas pessoas é necessário complementar o tratamento com radioterapia e/ou quimioterapia. Quando o tumor se localiza no reto, muitas vezes realiza-se radio e quimioterapia antes e depois a pessoa é submetida a uma operação", conta o Dr. Fábio.

Segundo dados da Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino, este é o quinto tipo mais diagnosticado no Brasil. Entre as mulheres, constitui o quarto tipo de câncer mais comum. Se descoberto tardiamente pode levar à morte cerca de metade dos pacientes. Se detectado no começo e feita a cirurgia, a sobrevida ultrapassa 90%. "Quando a doença é descoberta em fases mais adiantadas, o paciente pode responder mal ao tratamento (cirurgia, radioterapia e quimioterapia) e tem menos chances de sobreviver. Esse dado ressalta a necessidade de prevenção da doença em pessoas de risco e de investigação de sintomas que possam estar presentes, a fim de se fazer o diagnóstico e tratamento nas fases iniciais, quando as chances de cura são maiores", orienta o Dr. Fábio Campos.

Ainda falando em números, o Dr. Fábio Campos informa que este tipo de câncer vem sendo cada vez mais diagnosticado. "Segundo dados no INCA (Instituto Nacional do Câncer), serão diagnosticados no Brasil cerca de 27 mil novos casos de câncer do intestino no ano de 2008. Pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas é muito pouco freqüente antes dos 40 anos de idade. As faixas etárias mais acometidas são entre 50-70 anos de idade", diz.

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