Corpo e Bem-estar

As doenças sexuais

por Carolina Mouta | 27/10/2008

Veja a lista de doenças, formas de contágio, sintomas e prevenção


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GONORRÉIA (GONOCÓCCIA) - Causado pela Neisseria gonorrhoeae, é transmitida pelo sexo, com período de incubação de até sete dias, podendo atingir o reto, garganta e colo do útero, causando uma intensa secreção purulenta e até mesmo infecção pélvica que, se não tratada, pode levar à esterilidade pela obstrução das trompas. A infecção facilita a transmissão pelo HIV e o risco da aquisição em uma única relação é estimado em cerca de 20% para os homens e 80% para as mulheres. O exame laboratorial consiste na bacterioscopia da secreção purulenta e o tratamento pode ser feito por antibiótico para o casal com dose única (ciprofloxacino, tianfenicol, ofloxacina). Deve-se tratar sempre o companheiro.

HERPES SIMPLES 1 (oral) e 2 (genital) - É a DST ulcerativa mais freqüente e a maioria é causada pelo HSV 2. Nos Estados Unidos, 45 milhões de pessoas estão infectadas. O vírus pode ser adquirido pelo contacto das mucosas (boca, vagina pênis, ânus). O risco de transmissão entre os casais é de 16% do homem para mulher e de 6% da mulher para o homem. É um vírus DNA localizado na mucosa da pele e nos gânglios nervosos. Os dois tipos podem infectar a pele lesada e a mucosa de qualquer parte do corpo, sendo a recidiva após o episodio inicial na ordem de 50% para o tipo 1 e de 80% para o tipo 2. O primeiro episódio tende a ser mais intenso principalmente nas mulheres e pode inclusive atingir o colo uterino, costumando causar, além das lesões dolorosas, infarto de gânglios inguinais, cistite, febre, mialgia e mal-estar. As vesículas herpéticas no local da lesão costumam durar quatro dias e a cicatrização, dez dias. Após a primeira infecção, os fatores desencadeantes são vários, tais como tensão emocional, doenças, baixa imunidade, menstruação, febre, exposição ao sol ou frio intenso, estresse e fadiga muscular. O tratamento curativo não existe, sendo baseado apenas no encurtamento das crises com o uso da droga antiviral Aciclovir, na apresentação creme e drágeas. As vacinas ainda não são totalmente eficazes.

MONONUCLEOSE - Popularmente conhecida como "Doença do Beijo", tem sintomas parecidos com os da gripe, mas não possui vacina ou tratamento antiviral específico. É produzida pelo vírus Epstein-Barr, que entra no corpo pela saliva. A primeira infecção ocorre na infância e geralmente é assintomática, porém uma vez no organismo, o vírus se instala nos gânglios, podendo permanecer silencioso sem causar a doença e sem conseqüências mais graves. No entanto, as pessoas podem transmitir o vírus pela saliva. A maioria da população possui o vírus, porém a doença torna-se sintomática somente em adolescentes e jovens, podendo com surgir em adultos. O tempo entre a infecção e a manifestação dos sintomas pode levar de duas a seis semanas, ocorrendo febre, dor de cabeça, inflamação de garganta, fadiga intensa, gânglios no pescoço, além de sensibilidade no abdome. O diagnóstico é feito por exame de sangue e o tratamento consiste em aumentar as defesas e tratar as infecções.

SÍFILIS - Também denominada de LUES, é uma doença de fácil detecção e tem tratamento simples e barato e 100% eficaz. A transmissão ocorre pelo contato sexual, transfusão sanguínea ou trasplacentária. É uma doença que causa lesões na vulva e compromete o sistema nervoso e cardíaco. A Organização Mundial da Saúde calcula 3,5 milhões de caso ao ano e sua ocorrência é maior nos países em desenvolvimento. Possui um período de incubação de dez a 90 dias e sua evolução possui estágio desde a sífilis primária (também chamada de cancro duro, que consiste na presença de uma ferida dura na vagina e presença de gânglios dolorosos inguinais), estágio inicial que pode ser curado rapidamente, até a sífilis - estágio terciário onde o comprometimento pode atingir o coração e o cérebro. O exame diagnóstico é feito pelo sangue através do VDRL ou FTA-abs e o tratamento consiste no uso de antibióticos, tais como Penicilina, Tetraciclina e Eritromicia.

TRICOMONÍASE - Causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, tendo um período de incubação de quatro a 28 dias, sendo responsável por 25% de todos os casos de vulvovaginite. Os sinais são uma secreção de aspecto bolhosa e de cor amarelada, prurido, e irritação externa da vulva. O diagnóstico é feito pelo exame de Papanicolau, ou na lâmina a fresco de secreção vaginal. O tratamento é feito sob forma de creme vaginal e comprimido oral de metronidazol, devendo ser estendido ao companheiro.


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últimos comentários (10)

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  • moranguinha19
    moranguinha19 comentou:
    13/05/2011 | 01:04

    ´´excelente matéria´´


  • sarahvieira_pisciana
    sarahvieira_pisciana comentou:
    13/01/2011 | 15:14

    Ótima. Muito esclarecedora.


  • Apsventura
    Apsventura comentou:
    11/10/2010 | 13:31

    otíma matéria!, nunca devemos deixar de nos cuidar, pensanso que as coisa ruis so acontece com os outros.


  • novo comentário

    Você
    :D


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