Vai chegando o fim do dia e lá vem ela latejando na sua cabeça. Está para ficar menstruada? Aposto que suas regras vêm acompanhadas de cólicas. Passa o dia todo em frente ao computador? É bem provável que, se você se descuidar, comece a desenvolver lesão por esforço repetitivo. Usar abusivamente salto alto acaba com as pernas, pés e joelhos. Carregar filho no colo, compras de supermercado, bolsa pesada prejudica (e muito) as costas. Bem, seja que natureza for, o que não falta em nossas vidas são razões para as dores se manifestarem.
Os românticos sabem bem o que é a dor de amor. Se já não bastassem as dores físicas, temos aquelas relacionadas com as nossas emoções. Aliás, a parte emocional desempenha um papel significativo nessa história toda. Não é à toa que no dicionário, a definição da palavra dor é ampla ("sensação penosa e desagradável, em uma parte qualquer do corpo. Sofrimento moral, mágoa, dó. Angústia, aflição, amargura. Expressão de sofrimento. Luto" - Dicionário Larousse Cultural). Porém, a dor é algo tão complexa que existem instituições específicas para estudá-la.
“Quando você sente dor é sinal que seu corpo precisa de atenção. Ela nada mais é que um mecanismo de alerta, uma forma de mostrar que algum ajuste deve ser feito”
A International Association for the Study of Pain (Associação Internacional para o Estudo da Dor), por exemplo, define essa sensação como "uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a uma lesão verdadeira ou potencial dos tecidos. Cada indivíduo aprende a utilizar esse termo através das suas experiências anteriores". Portanto, as sensações dolorosas são infinitas e haja tratamento e remédios para tantas formas de dor!
Alerta vermelho A gente não quer saber de dor, mais saiba que ela é muito importante. Importante? Sim, pode acreditar! Quando você sente dor é sinal que seu corpo precisa de atenção. Ela nada mais é que um mecanismo de alerta, uma forma de mostrar que algum ajuste deve ser feito. Portanto, se você sentir dor, comemore o alerta do seu corpo e corra para tentar descobrir e resolver as causas dela.
De acordo com a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), a dor afeta pelo menos 30% das pessoas em algum momento da vida e em 10 a 40% desses casos, o incômodo dura mais que um dia. E, pasmem, a expressão da dor, não muda somente de pessoa para pessoa, mas de acordo com as diferentes culturas.
Mas, quando você sente dor qual é a primeira coisa que você faz? Tomar um analgésico para o incômodo passar, certo? Hum, talvez essa não seja a melhor solução. Ao tomar este tipo de medicamento, você apenas está tirando o sintoma de um problema e não agindo na causa dele. Por isso, é importante você perceber que tipo de dor você tem. Segundo a médica Alice Fraga, a dor pode ser classificada de acordo com a temporalidade, quantidade, com as características fisiológicas e etiológicas. "Essas definições servem para definir a intensidade, freqüência, a origem e as causas da dor e o diagnóstico deve ser feito por médicos", afirma ela.
Analisando a dor De forma geral, classifica-se a dor considerando o tempo de duração. Ela, portanto, pode ser de três formas: aguda, crônica ou recorrente. Quando sentimos um incômodo durante um período relativamente curto, que pode ser instantâneo ou durar alguns dias, e que esteja associada a lesões em tecidos e órgãos, nós temos a dor aguda. Por exemplo, uma dor de dente, um corte, uma torção, uma dor pós-operatória. Geralmente são ocasionadas por inflamação, infecção ou traumatismo. Se o paciente seguir corretamente o tratamento médico, em pouco tempo, a dor desaparecerá.
Entretanto, existem aquelas dores que insistem em nos incomodar. Você pode senti-la durante meses, anos. Quem tem problemas nas articulações, nas costas, ou possui lesões por esforço repetitivo sabe bem de que se trata: da dor crônica. Elas estão ligadas a doenças crônicas, ou a lesões que não foram devidamente tratadas.
E, por fim, temos a dor recorrente. Um exemplo clássico é a famosa enxaqueca. Esse tipo de dor tem curta duração, mas se repete com freqüência e pode durar a vida inteira, mesmo sem estar associada a uma doença ou problema mais grave.
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